Há comportamentos e acontecimentos que são analisados, conforme as circunstâncias em que se encontram. Concretamente, valorizam ou relativizam sentimentos consoante sejam os seus ou expressos por outros. Ao escrever no dia em que se assinala o 25 de Abril, dou como exemplo a valorização que fazem desta efeméride os que sofreram na alma e no corpo as consequências da luta pela Liberdade, e os que não chegaram a conhecer os tempos da ditadura. É uma questão de níveis de empatia e, em determinados casos, mesmo de compaixão (com+paixão), um valor humano nobre e fundamental que permite a alguém “meter-se na pele do outro”, ou ainda mais, sem retóricas inúteis sobre o sofrimento do outro, ser capaz de o assumir, de verdade, como seu.





