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O Mercado e o Templo (2) – Não para amar o mundo, mas para cuidar do humano

O Mercado e o Templo (2) – Não para amar o mundo, mas para cuidar do humano

Detenhamo-nos nas imagens dos Montepios. Antes de mais, a piedade, isto é, a imagem de Cristo morto nos braços de Maria. Porquê a piedade, como imagem dos edifícios, capelas, estandartes dos Montepios? Aquela imagem já era usada por entidades de assistência e pelos hospitais medievais. Simbolizava um dos momentos centrais da fé cristã, amadíssimo pelo povo que, naqueles séculos da vida conhecia sobretudo a dor, especialmente a das mães e das mulheres pela morte de muitos, demasiados, filhos e maridos.

O Mercado e o Templo (1) – Eis porque é útil, aos bancos, uma santidade laica verdadeira

O Mercado e o Templo (1) – Eis porque é útil, aos bancos, uma santidade laica verdadeira

Estamos hoje no meio de uma crise mundial de dimensões não diferentes das grandes crises dos séculos passados. São precisas novas instituições, mesmo financeiras e seguradoras, capazes de gerir durante e no pós-covid, que deixará o mundo ainda mais desigual, com pobres ainda mais pobres. A grande lição da fundação dos Montepios, pelos franciscanos, diz-nos que não sairemos melhores desta crise se não criarmos novas instituições, também financeiras.

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