Acordei como acordo sempre. Perdida no espaço. Até que ao fim de dez longos segundos reconheço o meu quarto. O despertador tocou cinco vezes, às quais não obedeci por incapacidade física, pesa-me o corpo todo, chega a ser dor. A dor passa ao fim de cinco minutos. Pego no caderno que está debaixo da almofada, a caneta, anoto o sonho.





