Publicado no 150º aniversário da Congregação do Verbo Divino, “este pequeno livro não é uma biografia, mas uma interpretação pessoal e, por isso, muito subjetiva, da vida de São José Freinademetz” (p.95), escreve o padre José Antunes da Silva na sua nota bibliográfica.
É a epígrafe que aguça a minha atenção. Ancorando-me neste cunho, abri, li o livro três vezes e colhi os efeitos evidentes que o mesmo me provocou. A voz interpretativa pessoal do autor evoca o ardor testemunhal. No prefácio, o padre Anselmo Ribeiro, superior geral dos Missionários do Verbo Divino, nota: “O autor não pretende escrever uma obra histórica, mas sim um testemunho missionário” (pág. 7), o que se vê e se ouve, o que se lê e se apreende. O autor procura entrelaçar o valor testemunhal com as referências literárias e bíblicas, as cartas e os documentos. Este método enriquece a leitura.
Captar a interpretação pessoal e subjetiva

Joseph Freinademetz (ao centro) com outros padres na China, cerca de 1876: “cruzar e atravessar a espessura das fronteiras temporais e geográficas.” Foto: Direitos reservados
A pretensão interpretativa e testemunhal visa tornar visível e vivível a vida de São José Freinademetz, uma vez que o autor indaga o temperamento, a curiosidade, a vontade, o desejo: “destacar algumas caraterísticas da personalidade, a transformação interior, as bases humanas e espirituais e a razão profunda da vida e a vocação missionária de Freinademetz” (p. 12). Estes eixos são disseminados no livro, não numa ordem linear e sincrónica, mas numa versão de inversão que desconcerta.
Comprova-se. Basta lermos as palavras iniciais da introdução. Nesta põe-se em evidência um salto. O autor coloca-nos no cronotopo, no tempo ou na data da chegada e no espaço, em Hong Kong, novo mundo. Como o traço motriz do livro é uma viagem, então, esta forma de perspetivar é um veículo que incentiva o nosso olhar a pairar sobre as linhas do tempo da chegada e do espaço. A partir destas linhas, voltamos a navegar no decurso da vida, pescando o sentido íntegro do percurso de José Freinademetz. Movemo-nos do Oriente ao Ocidente, do Ocidente ao Oriente, onde o santo tirolês permaneceu até à morte. O autor dispõe apenas uma curta informação, sem detalhar. Temos de esperar e percorrer as páginas do livro para descobrirmos a importância de Hong Kong que Freinademetz vivera. O autor oferece a chave de leitura e, com ela, cada um de nós vai abrir o mundo e o meio envolvente.
Creio que por detrás deste desenvolvimento se esconde o sentido mais excitado: cruzar e atravessar a espessura das fronteiras temporais e geográficas. É cativante, por isso, o subtítulo de topografia – terra, mar e céu – que prende o nosso olhar. Estas três dimensões da Natureza, postas à nossa disposição, são como liame intencional e existencial que incrementa a nossa curiosidade em ler a vida humana numa viagem ascendente. O autor afirma: “ouso perspetivar a sua vida como uma viagem entre a terra e o céu, entre o seu Tirol natal e sua amada China. No entanto, entre a terra e o céu está o mar. […] a sua vida foi uma viagem da terra ao céu, viagem de crescimento na fé, entrega à missão e amor ao povo chinês” (p. 12). Imersos na tríade topográfica que nos imbrica e nos transcende, viajamos à procura do rosto.
Viver a dupla pertença

Imbuído desta ousadia, o autor incita-nos a mergulhar na biosfera. No capítulo 1, a Terra, ele evoca as geografias que São José Freinademetz percorrera e habitara, mas enceta com a noção de pertença: “nós pertencemos à terra. […] Na verdade, mais do que a geografias, pertencemos a pessoas.” O autor induz-nos a respirar a aragem geográfica e a apropriarmo-nos dos lugares. Destes respigamos não só a geosfera, mas também a biosfera de pertença. Subscrevendo o conceito «dupla pertença», cunhado pelo teólogo Jacques Dupuis, pertencemos a culturas, pessoas, lugares, religião (p. 88). Serve-se do legado de Rentes de Carvalho – «hoje, as viagens são as pessoas» –, dando relevo ao conceito de pertencer a pessoas, o padre José Antunes conclui: “É o encontro com as pessoas que torna as viagens ricas e interessantes.”
As pessoas são a direção, o sentido da viagem. O sentido do rosto do outro é o odor que se segue e se persegue. Descobrir o rosto do outro faz uma viagem valer a pena. É aqui que se vê a marca distintiva entre a viagem missionária e a viagem turística. O autor testemunha: “José Freinademetz viajou para a China por causa das pessoas e isso fez toda a diferença” (p. 88). Esta diferença dissemina um novo padrão de missão: de geografia a pessoa, de lugar a coração. Caminhar em direção à pessoa humana vale mais do que fotografar e gravar a espuma dos epifenómenos paisagísticos do mundo.
Neste léxico de pertença, o autor leva-nos a casa, ao terminar este capítulo com Saluti da Casa [Saudações de casa]. Passo a citar: «O amor chamou-te para a China//longe da tua terra natal. Todos confiamos no Senhor// e confiamos no teu grande valor: acompanhamos-te com a nossa oração/ e lembra-te que nós te queremos bem, Ujöp» (p. 32). Considero benéfica a grelha hermenêutica pessoal. Ela contribui para alargar o nosso horizonte. Faz-nos adquirir uma perspetiva renovada e um alcance poético.
No desenvolvimento inicial, o autor cita Fernando Pessoa (Bernardo Soares, um dos heterónimos), de quem colhemos o «sentido das coisas», o sentido do espaço/rua, e, no fim deste capítulo, o nosso olhar recai sobre a casa, da qual nos nutrimos a fonia dos afetos. O autor faz-nos regressar à casa, à família, ao espaço onde se transmite a confiança e se faz ressoar a sinfonia de querer bem. Cada viajante volta ao ancoradouro arquetípico, onde se desvenda a bondade, para se deixar embalar pela voz do desejo do outro, para tecer a poética do vértice do querer bem, antes de pescar o duplo sentido que o mar possui.
Pescar o sentido simbólico do mar para se fazer ao largo

“O nosso olhar fixa-se no símbolo e significado da imensidão do mar.” © fotografia: Joaquim Félix]
No segundo capítulo, Mar, o nosso olhar fixa-se no símbolo e significado da sua imensidão. O autor traz à mente a “dupla simbologia” (p. 53). Por um lado, o mar é símbolo do “poder do caos e do mal, de um abismo cheio de mistério. É perigoso e nele tantas vidas se perderam devido às tempestades e naufrágios” (p. 33). Nesta faceta, o autor, enraizando-se nas referências bíblicas, afiança que “só Deus pode vencer o mar e tudo o que ele significa de mal, perigo e desordem” (p. 34). Deus vence as ondulações do mar, porque sobre ele desce e nele navega; Ele faz do abismo um caminho, do caos uma ordem. No espaço negro e perigoso há ainda um ponto branco e nele vislumbra-se a esperança. Por isso, outra faceta que o mar encerra em si é o seu aspeto “sereno e belo” (p. 53), que «espelhou o céu», como vê Fernando Pessoa.
Absorto no mar, carregado de mistério, São José Freinademetz não estava isento das ondas perigosas. Disso ele próprio tinha consciência: “a vida é uma peregrinação cheia de obstáculos” (p. 35-36), de ondas. Transformar os obstáculos com os quais se cruza na peregrinação existencial em oportunidade digna de viver é a coragem criativa de se fazer ao largo. Na vida missionária, o primeiro obstáculo a enfrentar e a superar é arriscar-se a despojar-se, o que implica deixar as rosas que embelezam a vida: despir-se delas e partir para um mundo novo que Deus indicará: “despedir-se e partir” (p. 36).
O povo português diz sabiamente que quem não arrisca, não petisca. Partir e atravessar o mar para petiscar o sabor da vida. A viagem de Freinademetz para a China era feita de barco. Ele atravessou o mar e o mar do mundo (p. 36). A hermenêutica da dupla simbologia do mar dilata a nossa perspetiva. Nesta amplitude de perspetiva, o mar é um lugar de promessa, de desafios, onde se observa o céu e se recolhe o sentido profundo da vida (p. 36). Então, o que um missionário faz é atrever-se a mergulhar nele para ver por dentro, à semelhança da Kénosis. É o atrevimento de se esvaziar e descer à vastidão da realidade, às fronteiras, tecidas de diversa expressividade de crença e cultura. Esta ousadia de viver o acontecimento do esvaziamento, sob o hino cristológico da Carta aos Filipenses 2, 5-8, “é o caminho a seguir para viver uma espiritualidade do êxodo ou passagem cultural, geográfica” (p. 43-44). A viagem ascendente inicia-se com a viagem descendente e, sem esta última, a missão torna-se apenas uma visita de relâmpago. Com efeito, a espiritualidade de “permanecer junto do povo” (p. 93) apaga-se.
Desprendimento ou a diminuição de si

José Freinademetz vendo estranhos hábitos chineses: “Há jovens que mostram ter bom carácter”. Foto: Direitos reservados.
Esta condição da Kénosis não só visa a “atitude de desprendimento” (p. 93) ou a diminuição de si, mas também a disposição que cumula de dimensão encarnada, de fazer do corpo e alma um espaço, onde o diferente – o novo – habita. Esta disposição permite ver que as fronteiras culturais e geográficas são lugares teológicos, onde “se descobre a presença de Deus no outro, no desconhecido” (p. 43), onde se vê o retalho do bem. Na travessia do Mar Vermelho, apesar de se deparar com os hábitos alimentares de alguns passageiros tão estranhos – comer com as mãos –, a diversidade cultural, religiosa e étnica, José Freinademetz foi capaz de desvendar uma brecha. Escreveu: «Parecem-me pessoas de bom coração. […] há jovens que mostram ter bom carácter, se tivessem a oportunidade de ser ensinados» (p. 41) ou “se fossem bem catequizados, poderiam tornar-se bons cristãos” (p. 41). Os bons olhos acendem a esperança e veem o mar iluminado, carregado de promessa.
O desprendimento é desconcertante, mas o seu efeito é auspicioso. Não há mais elevada experiência de inculturação do que a experiência de deixar germinar no corpo disposto e pronto a semente cultural do outro. Esta sublime experiência, fruto da “conversão do coração” (p. 43), molda a interioridade e “faz desvanecer a visão poética, dando lugar a uma visão prosaica” (p. 49), como exprime o santo tirolês: «como se despertasse de um sonho profundo, de repente vi-me em um mundo inteiramente novo, e que mundo! Tudo mudou, incluindo eu próprio» (p. 49-50). Esta transformação da interioridade culmina-se na dimensão pascal: passar. O autor recorre ao documento capitular da Congregação: «passamos da suspeição recíproca à confiança mútua» (p. 43). Confiar um no outro, na sua espiral mútua, consiste também em “relativizar as próprias certezas e ser capaz de aprender com os outros” (p. 44). São José Freinademetz relativizou as suas certezas e desarmou o seu Eu europeu para se tornar chinês.
Ele inclinou-se e encostou-se à realidade, aos costumes e à língua do povo chinês. Esta vocação admite-o envolver-se, permanecer sem desejar estar em mais lado nenhum. Freinademetz esteve tão próximo e tão presente na vida do povo como alento, o alento de erguer e “promover o bem-estar material e espiritual do povo chinês” (p. 45). O padre José Antunes atesta: “o seu exemplo mostra-nos que não basta fazer coisas para os outros; o mais importante é cruzar as fronteiras para estar com os outros” (p. 45). A este respeito, o missionário não só se empenha em entrar por dentro das zonas fronteiriças e cruzá-las, mas também em elevar às verdades universais: «abrir-se aos outros como irmãos//, descobri-los e encontrá-los», diz poeticamente Dom Hélder Câmara. A cultura do encontro e do diálogo floresce, quando o outro é visto como irmão e não como obstáculo a expulsar, nem como problema social a resolver. A força do encontro fraterno gera a renovação do cosmos: o novo céu e a nova terra, em que o céu será eterno e a terra será o lugar de construção da fraternidade.
Erguer os olhos e aspirar às coisas do alto

“Enraizando-se na cultura chinesa, Freinademetz mudou da sua visão inaugural.” Foto: Direitos reservados.
Na Terra e no Mar, o olhar é horizontal. Agora, verticalmente, erguemos o nosso olhar para o céu, enquanto espaço, para o qual o peregrino se orienta. O livro está carregado de horizontalidade e verticalidade. Ancorando-se em tríade referencial – o sentido vocabular, a cultura e a Bíblia –, o autor define o céu. Ele é “espaço acima da terra, […] a morada dos deuses, […] o firmamento acima do globo terrestre, a morada de Deus” (p. 55). “É também a meta da peregrinação do Homem sobre a terra” (p. 56). De forma implícita, o autor relaciona com o paraíso. A meta desejada por Freinademetz foi a China, nomeadamente Shantung do Sul, campo de missão cedido aos missionários de Steyl, em 1881. A missão principal do missionário era “salvar os outros para o céu” (p. 57), “tentar ganhar o maior número possível de almas” (p. 60). Qual é o método afável e eficaz para a realização desta imperiosa missão?
O autor desenvolve as caraterísticas da personalidade, a visão e a ação de São José Freinademetz que podem inspirar-nos. Enraizando-se na cultura chinesa, na medida em que se tornou exterior e interiormente igual aos chineses, Freinademetz mudou da sua visão inaugural: a de tentar ganhar e salvar as almas para o céu. A conversão do outro não depende das forças humanas e proselitistas, mas da linguagem do amor e da graça: «As pessoas só se convertem pela graça de Deus e pelo amor que lhes dedicamos. […] A virtude e o carácter dócil são as qualidades essenciais para a eficácia da missão». O autor subscreve: “Este é, também hoje, o melhor método para anunciar o Evangelho e animar os outros a aproximarem-se de Deus e deixarem-se envolver pela graça” (p. 64).
O anúncio do Evangelho faz-se de múltipla forma. Uma forma que permite animar os outros a atravessar as fronteiras é a da oração, enquanto modo de estar e estilo de viver no mundo. Na sua despedida dos paroquianos de San Martino, o missionário tirolês deixou um legado sobre a oração, cheio de imagem: «a oração é a chave do paraíso//. A oração é o bastão no nosso peregrinar//, a fonte de água-viva//, a comida que fortalece a nossa alma//» (p. 65). O padre José Antunes observa: “O que fascina neste santo é […] a total confiança que deposita, quer no amor dos pais, irmãos e amigos, quer em Deus que o chamou para ser missionário” (p. 38). Da oração constante e atenta desabrocham a confiança e a esperança. A oração pode ser feita de palavras e de silêncio. O silêncio, segundo José Freinademetz, «exalta mais do que as palavras, a dignidade e a grandeza de mistério tão maravilhoso e é expressão eloquente de humildade, reverência e admiração. O profundo silêncio do padre pode inspirar os outros a louvar a Deus» (p. 68). A escuta atenta, que se compõe do silêncio, expressão eloquente da profundidade, leva os outros a aspirar a procurar o céu, o paraíso.
A procura do céu aberto, morrer mil vezes

“A China foi o céu aberto aos olhos de Freinademetz.” Foto © Joaquim Félix
A procura do céu aberto é o propósito de viver a missão. A China foi o céu aberto aos olhos de Freinademetz. Isto vê-se nas suas cartas que o autor nos transcreve: «Quero viver e morrer com os meus chineses. […] e não tenho outro desejo senão viver e morrer com eles» (p. 89). Há um aforismo de José Freinadametz: “O amor é a única linguagem que todos entendem”. Esta linguagem do amor, entendível, não pede coisas baratas e fáceis. Pede precisamente o martírio, o morrer mil vezes pelos outros. Consciente disso, ele escreveu: “Não estou aqui por capricho ou para ganhar ouro e prata, mas para ganhar almas compradas com o sangue mais precioso de Deus. […] Estou muito feliz por viver e morrer entre os meus pobres chineses” (p. 84). A bem-aventurança cultiva-se com o sangue, pela via de fazer da vida uma presença preciosa, e difunde-se com alegria. “Sofrer com alegria é coisa mais bela do mundo, da qual os bem-aventurados do paraíso têm inveja” (p. 76), afirma São José Freinademetz na sua carta.
A expressividade prosaica de morrer mil vezes pelos e/ou entre outros provoca em mim um impacto decisivo. Não vejo neste vocábulo «morrer» a morte violenta e sangrenta ou a vontade de a propagar para adquirir um bem maior, para ganhar o céu. Trata-se, antes, de se deixar alcançar e moldar pelos outros, pela cultura destes, de diminuir o Eu para fazer florescer o rosto do próximo, diferente de mim, e para fazer correr pelo peito a seiva de Deus ou a glória de Deus. Tudo isso se consuma em «esquecer-se de si mesmo» (p. 73), em não ter desejo de ser importante. Há um acontecimento que me embasbaca. Quando faleceu o bispo João Batista Anzer, companheiro da missão, os missionários pensaram em Freinadametz ser o sucessor, mas numa carta a um sacerdote da sua terra escreveu: «Seguramente, crê que eu chegarei a ser bispo? Engana-se redondamente! Não se põe uma mitra sobre uma cabeça de palha, não assentaria bem!» (p. 72). Neste santo, a humildade aspira-nos e eleva a nossa visão ao alto, ao céu. A sua grandeza é fazer de si, da cabeça de palha, uma dádiva.
Apesar da plausibilidade da seriedade do testemunho, podemos colocar uma pergunta existencial: o que se ganha, quando se quebra a crosta do Eu, quando se perde e até perder a própria vida, deixar a terra natal, a família? Quando fala de perseguições (p. 74), o padre José Antunes recorda as frases da promessa de Jesus, segundo São Marcos: “receberá cem vezes mais agora, no tempo presente, em casas, irmãos e irmãs, mães e filhos, e campos e no tempo futuro, a vida eterna”. O autor encerra este capítulo com as palavras do santo tirolês: “o número dos nossos convertidos pela graça de Deus vai sempre aumentando e no meio de muitas tribulações também somos ricos de consolações. Agora sou mais chinês do que tirolês e quero continuar chinês também no céu” (p. 89). No momento de dor, São José Freinademetz recebeu o amor, as consolações de muitos corações, gravados no seu corpo e na sua alma. Habitou e permaneceu na China. Na vida terrestre, o céu da China abriu-lhe o acesso aos corações do povo chinês. Na vida celeste – continua a ser chinês –, a sua linguagem do amor abre aos outros o céu e o caminho acessível a Deus.
O que o livro cultiva?
Na verdade, o pequeno livro do padre José Antunes da Silva ensina-nos a cultivar esta semente de certeza: a vida é semelhante às cartas, escritas pelas mãos trémulas nas horas noturnas, mas carregadas de luz diurna que cintila. Assim, elas continuam a exalar o aroma para decifrar, desvendar, dizer, interpretar, à luz do tempo presente. Por isso, para viver bem a interculturalidade, incutindo o modelo de inculturação e integração, recomendo vivamente o livro do meu confrade.
São José Freinademetz. Terra, Mar e Céu
Autor: José Antunes da Silva
Missionários do Verbo Divino, Fátima, 2025, 95 páginas.
Damianus Paskalis Lelo é padre da Congregação do Verbo Divino. Indonésio, está em Portugal desde 2009. O seu primeiro livro de poesia, publicado em 2024, intitula-se Urdir a Distância. Em breve será publicado o seu segundo livro.









