
JMJ – festival da juventude alameda. Foto ©️ Jesus Huerta
As intervenções do Papa Francisco no primeiro dia da Jornada Mundial da Juventude têm sido amplamente mencionadas pela imprensa, incluindo a dos Estados Unidos da América. A primeira citação feita pelo diário The New York Times aparenta ressaltar algo que parece ser de circunstância: “Estou feliz por estar em Lisboa, cidade do encontro, que abraça vários povos e culturas e que, nestes dias, se mostra ainda mais universal”. Mas, de facto, o “carácter multiétnico e multicultural” da cidade – e o Papa afirmou a seguir que pensava, “por exemplo, no bairro da Mouraria, onde convivem pessoas provenientes de mais de sessenta países” – oferece um exemplo do que pode ser uma “capital do futuro”, como assinala o jornalista Jason Horowitz.
O jornalista recordou que, antes da visita, o Papa tinha dito que queria “ver uma semente para o futuro do mundo” plantada em Lisboa, tendo-se manifestado contra uma igreja transformada numa espécie de “clube” para os idosos que “vão morrer”. Agora, ao chegar a Lisboa, acrescenta Jason Horowitz, Francisco “pediu aos líderes que ajudem a realizar os sonhos dos ‘jovens de todo o mundo que cultivam anseios de unidade, paz e fraternidade'”.
A notícia do New York Times regista um dos anseios centrais do Papa: “Espero que a Jornada Mundial da Juventude seja, para o ‘velho continente’, um impulso de abertura universal”. O jornal dá ainda conta de outras aspirações reiteradas pelo Pontífice em Lisboa: a protecção do meio ambiente, a promoção da paz e da justiça económica, incluindo a redistribuição da imensa riqueza, e o combate ao declínio demográfico.
As tarefas não dizem apenas respeito aos católicos. Percebe-se, também por isso, que a Igreja portuguesa tenha procurado caracterizar o evento como inter-religioso, com a participação de protestantes, muçulmanos e judeus, tal como garantiu o cardeal Manuel Clemente, que, citado por Jason Horowitz, considerou a JMJ como um “evento aberto a todos”.









