AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

Irão, Bombardeamento, Guerra, Manifestação
Manifestação a pedir um fim imediato dos bombardeamentos contra o Irão, em Junho de 2025. Foto © Diane Krauthamer/Wikimedia Commons (https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Rally_to_demand_an_immediate_end_to_the_bombing_of_Iran_(54606721693).jpg)

Núncio católico no Kuwait

“Uma guerra prolongada não beneficia ninguém, sobretudo numa região já com tantos conflitos”

| 02/03/2026

“A situação é grave e está piorando a cada dia. Uma guerra prolongada não beneficia ninguém e não beneficiará ninguém, sobretudo numa região já assolada por muitos conflitos” afirmou, em entrevista à agência católica Fides, o arcebispo Eugene Martin Nugent, núncio apostólico da Santa Sé no Kuwait, Catar e Bahrein. Nugent juntava a sua às vozes do Papa, dos bispos norte-americanos e de outros purpurados da região agora atingida pelos bombardeamentos americano-israelitas ao Irão e a consequente resposta deste.

Aquele representante da Igreja Católica, entrevistado nesta segunda-feira, 2 de março, confessou: “Estamos todos um tanto chocados com o que está a acontecer. Tínhamos esperança de que o diálogo e as negociações em curso dessem frutos. Ficámos verdadeiramente surpresos quando a guerra eclodiu a 28 de fevereiro.” Perante esta nova situação o diplomata garante manter “contacto com as autoridades e embaixadores, para os incentivar a usar todos os meios possíveis para pôr fim a esta guerra”, embora reconhecendo que “infelizmente, uma vez iniciada uma guerra, ninguém sabe quando ela terminará”.

Nugent valorizou a boa receção que “as palavras de Leão XIV [no Ângelus do domingo 1 de março] tiveram junto dos responsáveis de outras religiões”. O Papa afirmou nesse momento de oração: “Dirijo às partes envolvidas o apelo sincero para que assumam a responsabilidade moral de parar a espiral de violência antes que se torne um abismo irreparável. (…) A estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas nem com armas que semeiam destruição, dor e morte, mas apenas através de um diálogo razoável, autêntico e responsável” [ver 7MARGENS].

Também o cardeal Dominique Mathieu, arcebispo latino de Isfahan, a diocese que abrange todo o Irão (onde haverá pouco mais de 10.000 católicos de todos os três ritos – caldeu, arménio e latino), tornou pública uma declaração em que afirma: “Que as armas cessem! Que os corações experimentem serenamente a paz e a justiça, como Deus deseja para seus filhos!”

Por sua vez, o portal de notícias Vatican News divulgou declarações recolhidas junto do vigário apostólico do Vicariato da Arábia do Norte, Aldo Berardi, comunicando que “missas pela paz estavam a ser celebradas em todas as paróquias do Vicariato, incluindo a Co-Catedral da Cidade do Kuwait e a Basílica Menor de Nossa Senhora da Arábia em Ahmadi, a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário no Qatar e a Catedral do Bahrein.” O Vicariato cobre quatro países – Bahrein, Kuwait, Catar e Arábia Saudita – em que residem mais de 2,5 milhões de católicos, muitos dos quais são imigrantes.

No outro lado do mundo, o presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, Paul S. Coakley, arcebispo de Oklahoma City, disse, no domingo 1 de março: “Os meus irmãos bispos e eu próprio unimos as nossas vozes à do Papa e dirigimos um apelo sincero a todas as partes envolvidas para que a diplomacia recupere o papel que deve ter”, pois “o crescente conflito ameaça transformar-se numa guerra regional mais ampla.”

No comunicado de ontem, Coakley, exortou “todas as nações, organizações internacionais e parceiros comprometidos com a paz” a “envidarem todos os esforços para evitar uma escalada ainda maior”. E terminou pedindo “o fim da espiral de violência e o retorno ao diálogo diplomático multilateral que busque defender o bem-estar dos povos que anseiam por uma existência pacífica fundada na justiça”.

 

Últimas Notícias

Últimas Notícias

Jesus salva-nos de nós mesmos

[Entre Margens]

Jesus salva-nos de nós mesmos novidade

Uma das mais profundas obras de salvação realizadas por Jesus consiste em libertar-nos não apenas do pecado e da morte, mas também das falsas imagens que construímos acerca de Deus. Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, projectamos sobre Deus os nossos medos, inseguranças e formas humanas de exercer o poder. [Texto de Vítor Rafael].

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba

Ano jubilar-800 anos da morte (8)

Último desejo de Francisco: os bolinhos da amiga Jacoba novidade

O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

Pin It on Pinterest

Share This