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Participantes no Simpósio em Wels, Áustria. Foto © CEP

Portugueses no simpósio europeu

Uma Igreja sinodal não se fica pela consulta

| 18/09/2026

 

“Uma Igreja verdadeiramente sinodal não é apenas uma Igreja que consulta, mas uma Igreja que, em comunhão, discerne caminhos e assume responsabilidades”, escrevem os quatro membros da Equipa Sinodal da Conferência Episcopal Portuguesa como balanço da sua participação no simpósio europeu que decorreu entre 14 e 17 de setembro de 2026, em Wels, cidade situada perto de Linz (Áustria). [Ver 7MARGENS].

Distribuídos por quatro grupos de reflexão diferentes, os participantes portugueses viveram a conferência como um momento de reafirmação de que “pelo Batismo todos temos igual dignidade e todos somos impelidos a participar na missão da Igreja, ainda que com responsabilidades e ministérios diferenciados.”

A comitiva portuguesa era constituída por dois padres, Eduardo Duque e Manuel Barbosa, e duas leigas, Anabela Sousa e Carmo Rodeia, e, no comunicado que enviou à redação do 7MARGENS destaca que o encontro permitiu perceber que “a questão que hoje se coloca é discernir como podemos ser uma Igreja mais fiel à sua missão e capaz de anunciar Jesus Cristo no contexto concreto da Europa de hoje”.

Da troca de experiências com pessoas vindas de 31 países europeus, os delegados portugueses concluem que “a sinodalidade tem acontecido de forma muito mais ampla e profunda do que aquilo que é imediatamente visível”, pois “muitas vezes, a sinodalidade acontece silenciosamente, através de pequenas mudanças nas relações, na escuta, na participação e na vida comunitária” importa, assim, “respeitar estes ritmos diferenciados” e é “reconhecer que a comunhão não exige uniformidade”.

O sentido último da sinodalidade “encontra-se na missão e no anúncio de Cristo”, pelo que “numa Europa marcada por um contexto simultaneamente de fragmentação e polarização” ela “apresenta-se como um caminho exigente, mas profundamente necessário para reconstruir a comunhão”. Por outro lado, concluem os participantes portugueses, “o futuro deste processo dependerá menos da multiplicação de estruturas do que da capacidade de gerar comunidades onde Cristo esteja verdadeiramente no centro e onde a diversidade seja vivida como riqueza”.

Para eles ficou evidente que a Europa só voltará a encontrar a boa-Nova do Evangelho quando puder encontrar “cristãos e comunidades cristãs que sejam capazes de tornar visível Cristo na forma como vivem, acolhem, servem, perdoam e caminham juntos”.

 

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