Um investimento de 100 milhões de euros fará do Vaticano o primeiro estado do mundo a ser alimentado por energia solar, após um acordo nesse sentido celebrado esta quinta feira, 31 de julho, com a República de Itália.
O parque solar será instalado numa propriedade agrícola de 430 hectares, situada na localidade de Santa Maria Galeria, ao Norte de Roma, que já acolhe, desde 1957, as potentes torres de emissão em ondas curtas da Rádio Vaticano.
Os pormenores do acordo não foram revelados, mas a agência Associated Press revelou que a instalação da vasta zona de painéis solares deverá preservar o uso agrícola da terra. Além disso, o Vaticano estará isento do pagamento de impostos italianos para importar os painéis solares, mas não irá beneficiar dos incentivos financeiros que os italianos desfrutam ao adotar a energia solar.
Por sua vez, a Itália pode contabilizar este enorme parque solar para atingir as metas de energia limpa da União Europeia e o excesso de eletricidade gerado pelo parque, além das necessidades do Vaticano, será doado à comunidade local.
Através do motu proprio Fratelo Sole, de 21 de junho de 2024, o Papa Francisco havia nomeado a presidente do Governo do Estado do Vaticano e o presidente da Administração do Património da Sé Apostólica comissários extraordinários para desenvolverem as diligências necessárias ao agora acordado.
Está previsto que o projeto garanta o fornecimento de energia à estação local de rádio e assegure a completa subsistência energética do Estado do Vaticano, utilizando, como indica uma nota publicada pelo Vatican News, “soluções que, no estado da ciência e da tecnologia, garantam o maior respeito possível pelo território, conciliando da melhor forma os objetivos de preservação do uso agrícola do solo, a manutenção do equilíbrio hidrogeológico da área, a minimização, na medida do possível, do impacto ambiental e garantia da proteção do património cultural, arqueológico e paisagístico”.
Ao avançar para este projeto, a Santa Sé quer apresentar-se como um ” bom exemplo ” do “compromisso partilhado na luta contra as mudanças climáticas” e o investimento em energias renováveis.
O acordo assinado com a Itália terá de ser ainda ratificado pelo parlamento italiano.










