13 de Maio sem peregrinos em Fátima e missas com povo só no fim do mês, confirmam patriarca e bispo de Leiria

Santuário de Fátima, numa noite de Janeiro do ano passado: a 12 e 13 de Maio será assim, sem peregrinos. Foto © António Marujo/7MARGENS
O bispo de Leiria-Fátima e o patriarca de Lisboa confirmaram a decisão de manter a peregrinação de 12-13 de Maio, em Fátima, sem peregrinos e as igrejas sem celebrações comunitárias até final do mês. Depois das declarações, sábado à noite em entrevista à SIC, da ministra da Saúde, admitindo que a peregrinação a Fátima poderia acontecer desde que salvaguardadas medidas de segurança, o cardeal António Marto divulgou um comunicado esclarecendo “que se mantém a decisão anteriormente anunciada de realizar estas celebrações com o recinto fechado, sem a habitual participação dos peregrinos”.
No comunicado enviado ao 7MARGENS, o bispo de Leiria-Fátima acrescenta que a decisão “decorre da responsabilidade” de a Igreja fazer o que está ao seu alcance “para não colocar em perigo a saúde pública, cumprindo também deste modo o mandato evangélico do amor ao próximo”.
O também vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) justifica, contrariando as críticas de quem comparou a celebração do 1º de Maio organizada pela CGTP em Lisboa à peregrinação a Fátima: “Estamos conscientes de que um aglomerado imprevisível de pessoas na Cova da Iria (…) numa altura em que o risco epidémico é elevado, contraria as orientações das autoridades de saúde, que optaram por fazer um desconfinamento gradual e faseado.”
Também o patriarca de Lisboa escreveu, numa carta dirigida neste domingo ao clero da diocese de Lisboa, que é importante manter a suspensão das celebrações comunitárias “a bem da saúde pública”.
“No que nos cabe, defendemos a saúde dos fiéis e anunciamos a vida ressuscitada de Cristo”, escreve D. Manuel Clemente, presidente da CEP. E acrescenta, contrariando os argumentos de padres e outros católicos que criticaram publicamente a decisão de manter até 30 de Maio a suspensão das celebrações comunitárias: “Sabemos que o fim do estado de emergência não significou o fim da pandemia e do grande perigo de ela alastrar, se não mantivermos o cuidado necessário. O Governo não autorizou celebrações religiosas em geral até ao fim deste mês; e o Santo Padre pediu para todos nós a graça da prudência e da obediência às orientações oficiais, para que a pandemia não regresse.”
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