8.565 vidas perdidas em fuga

2023 foi o ano em que morreram mais migrantes em todo o mundo

| 11 Mar 2024

Migrante olha para o mar. Foto OIMAmanda Nero

A travessia do Mar Mediterrâneo é “a rota migratória mais mortal”, com pelo menos 3.129 casos fatais e desaparecimentos registados no ano passado. Foto © OIM/Amanda Nero

 

A Organização Internacional das Migrações (OIM) revelou que 8.565 pessoas morreram em rotas migratórias globais em 2023, o que faz do ano passado o mais mortal já registado. O número corresponde a um aumento de 20% comparativamente a 2022 e “ressalta a necessidade urgente de medidas para evitar que mais vidas sejam perdidas”.

Os dados, divulgados na semana passada, revelam que “a persistente limitação das vias de migração seguras e regulares faz com que centenas de milhares de pessoas tentem migrar todos os anos através de rotas irregulares em condições inseguras. A travessia do Mar Mediterrâneo é “a rota migratória mais mortal”, com pelo menos 3.129 casos fatais e desaparecimentos registados no ano passado, o que constitui o número de vítimas mortais mais elevado da região desde 2017.

Números sem precedentes de mortes de migrantes foram também registados na Ásia (2.138), sobretudo entre os afegãos em fuga do seu país e os rohingya que tentavam escapar da violência em Myanmar. Já em África, o elevado número de casos (1.866), foi registado sobretudo no deserto do Saara e na rota marítima para as ilhas Canárias.

De acordo com a OIM, pouco mais de metade do total de mortes de migrantes em 2023 resultou de afogamentos, tendo 9% sido causados por acidentes de viação e 7% por violência.

Desde que a agência da ONU começou a compilar estes dados, através da criação do Projeto Migrantes Desaparecidos, em 2014,  foram documentadas mais de 63 mil mortes em todo o mundo. A organização estima, no entanto, “que o número real seja muito mais alto e aponta desafios na recolha de dados, especialmente em locais remotos”.

 

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