Às notícias de mais ataques e de reuniões diplomáticas sem conclusões, o Papa veio lamentar este domingo as mais recentes investidas militares da Rússia contra a Ucrânia, saudando os esforços de diálogo que estão a ser levados a cabo pela administração americana.
“Foi com o coração entristecido que acompanhei as notícias dos violentos ataques que atingiram recentemente várias cidades e infraestruturas civis na Ucrânia, causando a morte de pessoas inocentes”, declarou Leão XIV, aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, após a recitação do ângelus.
O Papa expressou a sua proximidade perante o “sofrimento da população que, há anos, vive na angústia e no medo”, pedindo publicamente que se “ponha fim à violência, se pare a destruição e se abram os corações ao diálogo e à paz”.
“Espero que os esforços empreendidos nestes dias para retomar as negociações tragam frutos concretos e abram espaço à diplomacia”, acrescentou.
As palavras de Leão XIV acontecem após a visita a Moscovo, no sábado, dos “enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner”, no âmbito de uma missão de mediação confirmada na sexta-feira pelo Presidente dos EUA, Donald Trump. Os dois enviados seguiram entretanto para Kiev, com o Governo de Putin a falar em reunião “construtiva” — ou seja, sem conclusões.
A Rússia intensificou nos últimos meses os ataques contra a Ucrânia, que invadiu em fevereiro de 2022.
A intervenção papal encerrou-se com um apelo às comunidades católicas. “Elevemos a nossa oração ao Senhor, para que prevaleça a concórdia em todos os conflitos do mundo”, pediu Leão XIV, antes de se despedir dos peregrinos presentes no Vaticano.










