Cerca de 100 padres, de oito países e de várias regiões de Itália, vão reunir-se esta terça-feira, 22 de setembro, em Roma, para mais uma jornada de oração e uma marcha promovidas pela rede internacional Padres Contra o Genocídio. Os participantes levarão consigo um grande pano branco, à maneira de um sudário — o tecido usado para envolver um corpo após a morte —, com os nomes de 300 crianças palestinianas e libanesas que, segundo os organizadores, foram mortas desde a declaração dos dois “cessar-fogos”.
A iniciativa, noticiada pela Independent Catholic News, terá início às 15h00 (menos uma em Lisboa), com um momento de oração na igreja de Santo Spirito in Sassia, no Borgo Santo Spirito. Meia hora depois, os padres começarão a marcha pela Via della Conciliazione, seguindo até à Piazza Pio XII e depois pela Via di Porta Angelica. Ao longo do percurso haverá cinco paragens, com momentos de oração em diferentes línguas.
Na Via di Porta Angelica será cantada uma canção sobre Taybeh, na Cisjordânia, composta para a ocasião pelo padre catalão Xavier Morlans, e que pode ser escutada no vídeo abaixo.
A marcha seguirá depois pela Via Cola di Rienzo até à Piazza Giuseppe Mazzini, terminando cerca das 17h30 na Piazza Monte Grappa, no Jardim Simonetta Cesaroni, em frente à sede da empresa Leonardo, acusada de fornecer e manter componentes essenciais para caças F-15, helicópteros Apache e canhões navais utilizados pelas Forças de Defesa de Israel.
Uma rede com mais de 2.400 padres
A rede Padres contra o Genocídio começou a organizar-se em Itália em 2025, por iniciativa do padre Rito Maresca, pároco de Piano di Sorrento. Em setembro desse ano realizou em Roma o seu primeiro encontro de oração, nas vésperas da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Em julho, o 7MARGENS noticiava que a rede reunia mais de 2.400 padres católicos em 62 países, incluindo dois cardeais e 26 bispos. O ramo irlandês tinha então enviado uma carta ao Governo e ao Parlamento da Irlanda, pedindo uma ação mais firme em favor de um cessar-fogo em Gaza, da proteção dos civis e do acesso à ajuda humanitária.
Desde a sua criação, a rede tem promovido iniciativas de oração, formação, encontros comunitários, projeções de filmes, debates, angariações de fundos, comércio justo com a Terra Santa e geminações entre paróquias palestinianas e ocidentais. Alguns dos seus membros têm também escrito a bispos e mantido contactos com governos e instituições internacionais sobre a situação na Palestina.
A manifestação de terça-feira acontece um ano depois do primeiro encontro da rede em Roma e pretende tornar pública a sua denúncia da situação em Gaza e o apelo à paz.










