
Encontro do Papa com os bispos chilenos em 2018. Foto © Vatican News.
O blogue romano Il Sismografo fez as contas e chegou à conclusão de que, neste domingo, 30 de maio, completaram-se 3000 dias desde que Jorge Mario Bergoglio recebeu o fumo branco para se tornar o sucessor de Bento XVI. Foi mais longe e vasculhou os arquivos do Vaticano, tendo chegado à conclusão de que Francisco poderia ser um sério candidato ao título de papa mais produtivo nos primeiros oito anos de magistério.
As encíclas (como Laudato Si e Fratelli Tutti), as exortações apostólicas (como Evangelium Gaudium ou Amoris Laetitia) ou a Bula promulgada a propósito do Ano da Misericórdia são os documentos mais marcantes, mas impressiona também a restante produção, sabendo-se que, até em resumos de homilias, como as que fazia na capela de Santa Marta, se encontram mensagens e modos de propor a vivência do Evangelho de forma genial.
As viagens, algumas históricas, foram também consideradas, quer as dezenas que fez pelo mundo, quer as que fez em Itália, e desde logo a inaugural, a Lampedusa, que deu o tom e o horizonte ao pontificado de Francisco. Referidas foram também as visitas pastorais à diocese de Roma, de que é bispo.
Por contabilizar ficaram, di-lo Il Sismografo, muitas centenas de documentos seguramente relevantes, e algumas marcantes, como entrevistas, livros, documentários, artigos e prefácios.
Importa, porém dizer, que se há Papa para quem não faz grande sentido este tipo de quantificações é o Papa Francisco. Elas podem dar indicadores e sinais, mas serão sempre pobres, se comparados com os processos de mudança (da vida, da sociedade e da Igreja) que o Papa lançou, os desafios que enfrentou e continua a enfrentar, as pontes que tem procurado lançar, entre as religiões e entre os responsáveis mundiais. Porque o que o guia, sabemo-lo todos, não é o número, mas o pobre, a pobreza, todas as periferias.









