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jmj visita obras marcelo Foto reproduzida da página no Twitter do GMAAP

CML aprova modelo esta quarta-feira

Câmara de Lisboa vai investir mais de 30 milhões de euros na JMJ

| 13/09/2022

jmj visita obras marcelo Foto reproduzida da página no Twitter do GMAAP

Visita do Presidente da República com a ministra dos Assuntos Parlamentares e os presidentes das câmaras de Lisboa e Loures aos terrenos da JMJ, em Agosto, marcando o fim do conflito sobre os custos da JMJ. Foto reproduzida da página no Twitter do GMAAP

 

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) prevê investir “mais de 30 milhões de euros” na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023 (JMJ), revelou o vice-presidente da autarquia nesta terça-feira, 13 de setembro, adiantando que o processo de repartição de responsabilidades já “foi concluído”.

“Está em avaliação, mas estimamos que sejam mais de 30 milhões de euros”, indicou à Lusa, citada na Visão, o vice-presidente da CML, Filipe Anacoreta Correia (CDS-PP), que tem a competência executiva de preparação e organização da JMJ de Lisboa.

Nesta quarta-feira, 14, em reunião privada do executivo camarário, Anacoreta Correia vai apresentar uma proposta para “aprovar o modelo organizativo e estrutural no âmbito das competências da CML referentes à realização da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023”, na qual se lê que “foi concluído o processo de clarificação das diferentes incumbências a todas as entidades envolvidas” na organização do evento.

Em 29 de julho, a CML indicou que dispõe de 21 milhões de euros aprovados para a JMJ e está disponível para investir “até um total de 35 milhões de euros”.

Essa informação foi transmitida ao primeiro-ministro, António Costa, através de uma missiva, defendendo que os compromissos do Estado devem ser “no mínimo paritários” com o esforço da autarquia e lembrando que em outros grandes eventos em Portugal “os apoios do Governo foram claros”.

Já no início de agosto, no âmbito de uma segunda visita aos terrenos que vão acolher o evento, nas duas margens do rio Trancão, entre Lisboa e Loures, a ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, responsável no Governo pelo grupo de projeto para a JMJ, recusou falar sobre o valor total estimado para a realização do evento, sem prestar quaisquer declarações quando questionada pelos jornalistas, nomeadamente sobre a repartição de encargos.

Sem indicar valores de investimento, a proposta do vice-presidente da CML determina o envolvimento do município na JMJ Lisboa 2023, “no quadro da repartição de responsabilidades acertado entre os vários intervenientes na preparação e organização do evento, sem prejuízo das deliberações dos órgãos municipais que legalmente venham a ser necessárias para a efetiva realização das tarefas em que se materializem essas responsabilidades”.

Considerando que “a Jornada Mundial da Juventude é o maior e mais exigente evento alguma vez realizado em Portugal”, o que implica o envolvimento de várias entidades na sua organização, nas quais se inclui a CML na qualidade de anfitriã, Anacoreta Correia realçou a exigência de “meios humanos, técnicos e financeiros que possibilitem a coordenação e apoio com vista à boa execução e ao sucesso da sua realização”.

“Constitui um desafio extraordinário para a autarquia e uma oportunidade única para a cidade, uma vez que se trata de um evento com grande mediatismo e importância”, destacou o autarca, referido que o município tem a responsabilidade de realizar “uma série de tarefas com vista à organização, programação, conceção e implementação da JMJ Lisboa 2023”.

A realização da JMJ em Lisboa vai envolver “vários espaços da cidade de Lisboa – nos quais decorrerão eventos diários e uma programação diversificada –, nomeadamente Parque Tejo, Parque Eduardo VII, Terreiro do Paço, Alameda Dom Afonso Henriques e/ou Parque da Belavista”, segundo a proposta, que inventaria as várias tarefas da câmara nestes espaços, desde a recuperação do aterro sanitário de Beirolas aos palcos com área para bastidores.

Entre as tarefas da CML estão ainda a ponte da ciclovia sobre o rio Trancão, as estruturas de apoio à recolha de resíduos, o abastecimento e disponibilização de água potável, a rede elétrica, o vídeo e som, as casas de banho e a rede de esgotos.

“A organização e implementação das diferentes tarefas que incumbirão à CML no âmbito da realização da JMJ Lisboa 2023 serão asseguradas com recurso a financiamento, estando a decorrer a consulta a várias entidades bancárias no sentido de recolher informação e selecionar a solução que melhor sirva os interesses da CML”, lê-se na proposta.

Apesar do anúncio da realização da JMJ datar de janeiro de 2019 – tendo sido em dezembro de 2018 antecipado pelo 7MARGENS – “verifica-se não ter havido ainda uma deliberação da câmara referente ao envolvimento do município na candidatura e na sua participação no conjunto dos eventos”, referiu o vice-presidente da autarquia, acrescentando que essa situação não impediu que a CML tenha estado em contacto próximo com todas as entidades envolvidas e tenha assegurado a concretização da sua preparação em diversas realizações.

Anacoreta Correia destacou também o empenho da CML “para que o evento tenha o sucesso que se pretende”.

A JMJ Lisboa 2023 vai decorrer de 1 a 6 de agosto do próximo ano na zona do Parque das Nações, em Lisboa, abrangendo também parte do território do concelho de Loures, num evento que conta com a presença do Papa Francisco e no qual são esperados centenas de milhar de jovens de todo o mundo.

 

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