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O Papa Francisco na benção Urbi et Orbi de 2023. Foto retirada do vídeo do Vatican News.

Tensões na Terra Santa não foram esquecidos

Papa evoca conflitos mundiais na benção Urbi et Orbi

O Papa Francisco na benção Urbi et Orbi de 2023. Foto retirada do vídeo do Vatican News.

O Papa Francisco na benção Urbi et Orbi de 2023. Foto retirada do vídeo do Vatican News.P

 

O Papa evocou hoje na sua Mensagem de Páscoa mais de uma dezena de conflitos que afetam o mundo, dando especial destaque à Terra Santa, falando sobre os ataques dos últimos dias de Israel à Palestina, que ameaçam o “desejado clima de confiança e mútuo respeito, necessário para que o diálogo entre israelitas e palestinos seja retomado, a fim de que a paz reine na Cidade Santa e em toda a região”.

Francisco continuou com a referência a Ucrânia, pedindo que a comunidade internacional promova soluções de paz. “Ajuda o amado povo ucraniano no caminho para a paz, e derrama a luz pascal sobre o povo russo. Conforta os feridos e quantos perderam os seus entes queridos por causa da guerra e faz que os prisioneiros possam voltar sãos e salvos para as suas famílias”, referiu Francisco, desde a varanda central da Basílica de São Pedro, antes da bênção ‘Urbi et Orbi’ [à cidade (de Roma) e ao mundo], no dia da festa mais importante para a Igreja Católica, que assinala a ressurreição de Jesus.

Francisco evocou ainda as comunidades cristãs que celebram este dia “em circunstâncias particulares, como sucede na Nicarágua e na Eritreia”, devido à situação política nestes países, rezando por quem “é impedido professar, livre e publicamente, a sua fé” e pediu “conforto às vítimas do terrorismo internacional, especialmente no Burquina Faso, Mali, Moçambique e Nigéria”, acrescentou.

Ainda em África, o Papa desejou a consolidação dos processos de paz e reconciliação na Etiópia e no Sudão do Sul, pedindo o fim da violência na República Democrática do Congo.

A reflexão pascal falou nas “pedras de tropeço” que impedem a humanidade de viver em paz, recordando “todos os conflitos que ensanguentam o mundo, a começar pela Síria, que ainda espera a paz”. Lá perto, pediu “ajuda, Senhor, o Líbano, ainda à procura de estabilidade e unidade, para que supere as divisões e todos os cidadãos trabalhem, juntos, pelo bem comum do país”.

Francisco deixou uma palavra para o povo da Tunísia, especialmente aos jovens e os que sofrem por causa dos problemas sociais e económicos, convidando-os a “não perder a esperança e colaborar na construção dum futuro de paz e fraternidade”. “Olha para o Haiti, que há vários anos está a sofrer uma grave crise sociopolítica e humanitária, e sustenta o empenho dos atores políticos e da Comunidade Internacional na busca duma solução definitiva para os inúmeros problemas que afligem aquela população tão atribulada”, prosseguiu.

O Papa falou ainda do Myanmar, desafiando os responsáveis políticos a “percorrer caminhos de paz”, antes de pedir justiça para o “martirizado povo rohingya”.

A intervenção, transmitida para milhões de pessoas, nos cinco continentes, apelou à defesa da dignidade de cada ser pessoa. “Que, no pleno respeito dos direitos humanos e da democracia, se curem estas chagas sociais, se procure sempre e só o bem comum dos cidadãos, se garanta a segurança e as condições necessárias para o diálogo e a convivência pacífica”, apontou.

 

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