
Um homem segura uma bandeira nacional durante uma missa pela paz na Nicarágua, na catedral de Manágua. Foto © Vatican Media
Há apenas dez dias, o Governo da Nicarágua retirava a personalidade jurídica à associação nacional de escutismo e a outras sete instituições de cariz social ou religioso. Agora, mais dez organizações não governamentais (ONG) foram banidas, quatro delas cristãs. O Vatican News fala de “uma espoliação silenciosa, perpetrada de forma sistemática, que está gradualmente a apagar dezenas e dezenas de organizações cristãs e católicas da geografia de associações do país”.
A decisão de cancelar a personalidade jurídica destas associações foi tomada pelo Ministério do Interior do Governo liderado por Daniel Ortega e divulgada esta terça-feira, 27 de fevereiro, no seu órgão informativo “La Gaceta”.
Os motivos apontados para o encerramento das instituições são os habituais, relacionando-se com o alegado incumprimento da lei por não apresentarem os relatórios financeiros exigidos. Todos os bens móveis e imóveis destas instituições serão transferidos para o Estado.
Entre as ONG fechadas estão a católica Associação Máter Puríssima Nicaraguense Ano 2000 e as evangélicas Associação Igreja O Novo Remanescente, Fundação Cristã Renova-me Senhor e Associação Igrejas Apenas Jesus Cristo Salva Atos 4:12. Também a Fundação Águas Bravas Nicarágua (ABN), que desde 2013 oferecia apoio a mulheres que foram vítimas de abuso sexual na infância, foi obrigada a encerrar, assim como a Universidade de Administração, Comércio e Aduana María Guerrero (UNACAD).
Desde 2018, mais de 3.500 organizações foram banidas na Nicarágua, entre partidos políticos, associações e ONG.









