O cardeal Pietro Parolin (aqui representando Francisco na COP, em dezembro de 2023). Foto © Vatican Media
Depois do ataque russo a Kiev, que atingiu um hospital pediátrico na capital ucraniana, provocando 44 mortos, o Papa anunciou que vai enviar o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, como seu representante à Ucrânia, para encerrar a peregrinação dos católicos ucranianos de rito latino ao santuário mariano de Berdychiv, que se realiza no dia 21 de julho.
A notícia foi anunciada no sábado, pela sala de imprensa da Santa Sé, com a publicação da carta de nomeação, em latim. O texto alude a um “triste e tenebroso momento de violência bélica”, evocando as consequências da invasão russa, iniciada em fevereiro de 2022.
Francisco pede que os participantes na peregrinação rezem “incessantemente à Rainha da Paz, para que ponha fim à guerra na Ucrânia e em todas as partes do mundo. O Papa enviou a sua bênção e manifesta “benevolência e proximidade, neste momento extremamente difícil para o amado povo da Ucrânia”.
O portal de notícias do Vaticano informou que a tradição de peregrinações a Berdychiv remonta à primeira metade do século XVII.
Na sexta-feira, uma orquestra de músicos ucranianos atuou junto às ruínas do hospital pediátrico de Okhmatdyt, em Kiev, homenageando as vítimas dos ataques de segunda-feira da semana passada, noticiou a edição online da Rádio Renascença (que reproduziu um vídeo com parte da atuação).
Nessa segunda-feira, recordou a RR, a onda de ataques aéreos foi das mais mortíferas desde o início da invasão russa, resultando na morte de 44 pessoas, duas delas no hospital Okhmatdyt. Este centro hospitalar, que é dos maiores da Europa, trata crianças com doenças graves, como cancro e doenças renais, e tinha cerca de 670 pacientes infantis e cerca de mil funcionários no momento do ataque, descreveu a RR.









