
Desde a janela do apartamento pontifício, o Papa apelou este domingo a um cessar-fogo “imediato” no Médio Oriente. Foto © Vatican Media via Ecclesia.
O Papa apelou este domingo a um cessar-fogo “imediato” no Médio Oriente, que ponha fim aos ataques entre Israel, Líbano, Irão e na Palestina.
“Apelo a um cessar-fogo imediato em todas as frentes, incluindo no Líbano. Rezemos pelos libaneses, especialmente pelos habitantes do Sul [do país], que são obrigados a abandonar as suas aldeias”, disse Francisco, citado pela Agência Ecclesia, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação do ângelus.
“Apelo à comunidade internacional para que ponha fim à espiral de vingança e para que impeça ataques como o que foi levado a cabo pelo Irão há alguns dias, que podem mergulhar aquela região numa guerra ainda maior”, acrescentou.
A 7 de outubro de 2023, um ataque do movimento islamita palestiniano Hamas em território israelita fez mais de mil mortos, na maioria civis, e 251 reféns.
“[Esta segunda-feira] faz um ano do ataque terrorista contra o povo de Israel, a quem renovo a minha solidariedade. Não nos esqueçamos de que ainda há muitos reféns em Gaza, para os quais apelo à sua libertação imediata”, referiu Francisco.
“Desde esse dia, o Médio Oriente mergulhou num sofrimento cada vez maior, com ações militares destrutivas que continuam a afetar a população palestiniana”, observou ainda o Papa.
Em retaliação, Israel iniciou operações contra o Hamas na Faixa de Gaza, provocando pelo menos 41 467 mortos e 95 900 feridos, além de mais de 10 mil desaparecidos, segundo números do Ministério da Saúde local.
O Papa recordou o sofrimento das populações em Gaza e noutros territórios, “na sua maioria civis inocentes, todos eles pessoas que devem receber a ajuda humanitária de que necessitam”.
Israel iniciou na terça-feira passada uma incursão terrestre no Líbano contra o grupo militante Hezbollah, após uma série de bombardeamentos e ataques recíprocos na fronteira entre os dois países. “Todas as nações têm o direito de existir em paz e segurança e os seus territórios não devem ser atacados ou invadidos. A soberania deve ser respeitada e garantida pelo diálogo e pela paz, não pelo ódio e pela guerra.”
Francisco convidou todos a rezar pela paz. “[Esta segunda-feira] será um dia de oração e de jejum pela paz no mundo. Unamo-nos com a força do bem contra as conspirações diabólicas da guerra”, prosseguiu.










