AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

8 de março

Mais de 195 milhões de mulheres perseguidas por causa da sua fé

| 09/03/2025

 

Em todo o mundo mais de 195 milhões mulheres, das quais 59 milhões têm menos de 15 anos, sofrem de um “alto nível” de discriminação e perseguição por causa da sua fé cristã, lembrou, no Dia Internacional da Mulher (comemorado a 8 de março), a Open Doors, uma organização cristã fundada em 1955.

De acordo com a organização, citada pela Agência Sir, “cerca de 196 milhões de cristãs no mundo” sofrem “casamentos forçados, violência sexual, violência física e psicológica, sequestros para obter resgate, ou para alimentar o lucrativo negócio do tráfico de seres humanos”. Apesar de ter coligido estes números, a Open Doors reconhece “a dificuldade de recolha de dados sobre estes fenómenos devido ao silêncio e à cultura da vergonha/honra típica de certas culturas, que condenam as mulheres a sofrer em silêncio e nunca denunciar os crimes que sofrem”. Pelo que os números apresentados não serão mais do que “a ponta do iceberg de um fenómeno muito mais massivo e profundo”.

Nos 50 países que são objeto de maior preocupação verifica-se que o casamento forçado existe em 84 por cento dos países, enquanto a violência sexual e a violência física são referidas em 82 por cento e 72 por cento, respetivamente. “O Paquistão, a República Centro-Africana, a República Democrática do Congo, a Índia e a Nigéria são os países onde estas práticas mais destroem a vida das mulheres, muitas vezes menores. O casamento forçado está intimamente ligado ao sequestro: meninas cristãs são sequestradas, forçando-as a casar com um homem muçulmano ou com um membro de um determinado grupo extremista, com o objetivo de enfraquecer e assustar toda a comunidade cristã na região” – sublinha o documento da Open Doors.

Em 2024, segundo a mesma organização, um em cada sete cristãos foi alvo de perseguição ou discriminação no seu país, o que significa que 380 milhões de cristãos não podem revelar ou celebrar a sua fé em comunidade. As situações mais duras acontecem na Ásia, continente em que dois em cada cinco cristãos são objeto de níveis altos ou extremos de perseguição por causa da sua fé. A Coreia do Norte é o país do mundo mais repressivo da fé cristã.

Imagem de destaque: Mulher num centro de refugiados cristãos instalado num pavihão de desportos em Ankawa (Erbil, Iraque), cuja instalação foi apoiada pela Ajuda à Igreja que Sofre. Na Ásia, dois em cada cinco cristãos são objeto de níveis altos ou extremos de perseguição por causa da sua fé. Foto © ACN-Portugal.

 

O 7MARGENS vive exclusivamente do apoio dos leitores.
Faça um donativo: https://setemargens.com/apoiar
Inscreva-se para receber a nossa newsletter gratuita: https://setemargens.com/assinar
Partilhe os nossos textos na sua página de Facebook, Instagram ou Twitter.
Escreva-nos: setemargens@setemargens.com

 

Últimas Notícias

Últimas Notícias

Das cantigas de amigo à vinha

[Metáforas vivas]

Das cantigas de amigo à vinha novidade

Este texto corresponde à homilia de domingo, 4 de outubro, [domingo xxvii do tempo comum ― a ― 2026; 1º dia da semana da educação cristã; 800 anos da morte de S. Francisco], proferida pelo padre Joaquim Félix na igreja de S. Paulo, do Seminário Conciliar de Braga.

Jesus salva-nos de nós mesmos

[Entre Margens]

Jesus salva-nos de nós mesmos novidade

Uma das mais profundas obras de salvação realizadas por Jesus consiste em libertar-nos não apenas do pecado e da morte, mas também das falsas imagens que construímos acerca de Deus. Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, projectamos sobre Deus os nossos medos, inseguranças e formas humanas de exercer o poder. [Texto de Vítor Rafael].

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

Pin It on Pinterest

Share This