As comunidades religiosas de várias partes dos Estados Unidos têm vindo a tomar medidas para não se tornarem alvo fácil dos raides das brigadas de agentes federais do ICE (sigla em inglês para Serviço de Imigração e Alfândega) que procuram imigrantes alegadamente em situação ilegal.
Essas medidas passam, por exemplo, por reduzir os horários de acolhimento e fornecimento de refeições, como tem sido o caso de uma mesquita do Bronx, em Nova Iorque, que era lugar de encontro, convívio e apoio de imigrantes recém-chegados à região.
No início da última semana, na diocese católica de San Bernardino, no sul da Califórnia, com cerca de 1 milhão e 200 mil pessoas, o bispo Alberto Rojas foi mais longe: anunciou que dispensava os católicos da obrigação de irem à missa dominical, citando temores e “preocupações expressas por muitos irmãos e irmãs” por “possíveis ações de aplicação da [lei de] imigração pelas autoridades civis”. A medida surge depois de várias pessoas terem sido detidas em instalações da Igreja, em duas paróquias em sua diocese.
Segundo a agência Religion News Service (RNS), desde que o presidente Donald Trump iniciou seu segundo mandato, em janeiro deste ano, as prisões de imigrantes aumentaram em todo o país e mais que duplicaram em 38 estados.
Embora o ICE refira que o seu foco se centra em “prender indivíduos com ordens de deportação anteriores ou com antecedentes criminais”, reportagens da National Public Radio citadas pela mesma fonte contabilizaram pelo menos 56.000 imigrantes detidos até ao início de julho, sendo que cerca de metade não possui condenações criminais.
As mudanças na política federal do governo Trump vieram alterar e tornar pouco claros os limites sobre os locais onde as prisões podem ocorrer, permitindo-as em espaços de longa data protegidos, como templos religiosos e escolas.










