Altissimo, onnipotente, bon Signore,
tue so’ le laude, la gloria e l’ honore et onne benedictione.
Ad te solo, Altissimo, se confano e nullu homo Ëne dignu te mentovare.
Altíssimo, omnipotente, bom Senhor,
a ti o louvor, a glória, a honra e toda a bênção.
A ti só, Altíssimo, se hão de prestar e nenhum homem é digno de te nomear.
Deus omnipotente, que da não matéria, do não tempo e do não espaço, fizeste a obra criada onde vivemos à espera do Absoluto, Te louvamos.

Trindade, Museu de Aveiro/Santa Joana. Foto © Miguel Veiga
Francisco de Assis, fundador da Ordem Franciscana, viveu entre 1182 e 1226. Dele é o Cântico das Criaturas, também conhecido pelo Cântico do Irmão Sol, uma oração de louvor considerada um dos primeiros grandes poemas do italiano contemporâneo, que se tornou a referência da encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, sobre o ambiente e a casa comum. Durante o ano de 2025, celebram-se os 800 anos do Cântico. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, todas as segundas-feiras, um ensaio fotográfico sobre o poema, que reproduzirá também os diferentes versos do Cântico na sua versão original e na tradução portuguesa, acompanhados de uma fotografia e uma pequena frase.










