
O bispo Li presenteou o cardeal Chow com uma imagem em vidro do venerável Matteo Ricci. Foto: Direitos reservados, via UCA News.
O arcebispo de Pequim e presidente da Associação Patriótica Católica Chinesa (CCPA), Joseph Li Shan, iniciou esta segunda-feira, 13 de novembro, uma visita de cinco dias a Hong Kong, na sequência de um convite do bispo de Hong Kong, cardeal Stephen Chow Sau-Yan, que por sua vez visitou a capital chinesa no passado mês de abril.
Essa primeira visita, que o 7MARGENS também noticiou, já então foi considerada “histórica”, por ter sido a primeira de um bispo de Hong Kong desde 1997, quando a ilha deixou de ser uma colónia britânica. Agora, a presença de Li em Hong Kong é também inédita. Trata-se da primeira visita oficial de um bispo de Pequim na história daquela região.
Quando esteve em Pequim, Chow disse que a sua visita ressaltava “a missão da diocese de Hong Kong” como “uma Igreja-ponte” comprometida em “promover intercâmbios e interações entre os dois lados”. Já no passado dia 4 de novembro, após a sua primeira missa em Hong Kong depois de ter sido nomeado cardeal pelo Papa Francisco, Chow reiterou o seu compromisso de fazer de Hong Kong “uma igreja-ponte” que ligasse a Igreja na China ao mundo, assinala a UCA News.
A diocese de Hong Kong anunciou que, durante esta visita, Li se reuniria com Chow e “diferentes gabinetes diocesanos para promover intercâmbios e interações entre as duas dioceses”, sem revelar pormenores adicionais. De acordo com o Sunday Examiner, publicação gerida pela diocese de Hong Kong, ambos trocaram presentes e deverão visitar também várias instituições educativas na região, incluindo o seminário. O bispo Li presenteou o cardeal Chow com uma imagem em vidro do venerável Matteo Ricci, enquanto o cardeal ofereceu ao bispo de Pequim uma imagem dos santos Pedro e Paulo esculpida em mármore branco.
Estas “visitas recíprocas” ocorrem depois de uma fase de maior tensão entre o Vaticano e a China – que nomeou um bispo sem aprovação prévia da Santa Sé – e de o secretário de Estado Pietro Parolin ter feito saber que, apesar de reconhecer que as relações com a China têm tido bastantes “obstáculos”, as razões para o diálogo são “mais fortes” [ver 7MARGENS].









