
D. Armando Domingues, bispo de Angra, pede 12 preces para os Romeiros. Foto © HM/Agência Ecclesia
Há 502 anos tinham início as Romarias Quaresmais, que tiveram origem na sequência de terramotos e erupções vulcânicas registados no século XVI nesta ilha, que arrasaram Vila Franca do Campo e causaram grande destruição na Ribeira Grande, em 1522. Desde essa altura que romeiros caminham pela costa da ilha de S. Miguel, a rezar.
Este ano, o bispo de Angra definiu 12 intenções pelas quais os romeiros podem rezar. “Pela Paz na Ucrânia e na Terra Santa; Pelas pessoas e famílias sem habitação adequada; Pelos jovens que caíram nas garras da droga ou estão em risco; Pela santidade dos sacerdotes, religiosas, religiosos e leigos; Pelas vítimas da violência doméstica; Pela Unidade entre as 9 ilhas; Pelos jovens que foram crismados; Pelos desempregados e jovens que ainda não conseguiram o primeiro emprego; Pelas intenções e saúde do Santo Padre; Pelas nossas autoridades e pelo futuro Governo regional dos Açores; Pelos nossos velhinhos que vivem em família ou em lares de acolhimento para que se sintam amados e acompanhados e pelo Itinerário Pastoral e todos os leigos empenhados na pastoral diocesana”, refere uma notícia do portal Igreja Açores.
Esta é a segunda romaria que se vive nos Açores, depois de três anos de interregno, e sairão 56 grupos de homens, 2 “na diáspora”. “Em cada dia rezarei pelo Movimento dos Romeiros de São Miguel e por cada um dos que fazem a romaria”, salienta Armando Domingues, que acrescenta que espera que “este caminho de penitência e conversão vos traga a alegria do Crucificado e possais cantar o mais belo Aleluia Passcal das vossas vidas com as famílias, amigos, comunidades paroquiais”.
As romarias quaresmais iniciaram-se no sábado, dia 17, por volta das 5h30 da madrugada e a expectativa é a “de um regresso à normalidade com números semelhantes aos de antes da pandemia”, afirmou ao portal Igreja Açores João Carlos Leite, Presidente do Movimento de Romeiros de São Miguel.
Os primeiros ranchos partem sempre no primeiro sábado da Quaresma, para percorrerem as “casas” de Maria, durante uma semana inteira, a andar do nascer ao por do sol, a rezar o terço. Este ano, dos 11 que andarão na estrada na primeira semana da Quaresma, nove partem no sábado e dois no domingo, sendo que um deles é o de Santa Maria de Toronto, o primeiro de dois ranchos da diáspora açoriana.
Na hora da saída da romaria, o Movimento Romeiros de São Miguel deixa uma série de recomendações aos irmãos. “Aproveitemos este recomeço num momento em que se vivem ainda tantas provações como duas guerras e misérias humana para levar a esperança de Jesus, o peregrino que passou a fazer o bem por todos, revelando a verdadeira essência das nossas romarias”, diz o Movimento.
A segurança é uma “preocupação”, aconselhando-se o uso de coletes refletores e de lanterna que sinalizem a presença do grupo.

![Que tal ir "com Jesus [e o patriarca] ao deserto" nesta Quaresma? O Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, no encerramento da Visita Pastoral à vigararia de Oeiras, 1 de fevereiro. Foto Patriarcado de Lisboa](https://setemargens.com/wp-content/uploads/2026/02/O-Patriarca-de-Lisboa-D.-Rui-Valerio-no-encerramento-da-Visita-Pastoral-a-vigararia-de-Oeiras-1-de-fevereiro.-Foto-Patriarcado-de-Lisboa-480x252.jpg)







