Sou Nicola, uma das poucas pedras vivas que permanecem na cidade de Belém, ou um dos poucos peixes do aquário, já que Belém, o berço da fé e da paz, parece um aquário: as paredes são o muro de separação que rodeia a pequena cidade, a água é a nossa esperança, os peixes somos nós, a pequena comunidade cristã que ainda permanece, o oxigénio é o nosso Deus que nos protege e o alimento são os peregrinos que nos mantêm firmes e mantêm Belém viva. Mas agora que Belém tem muito espaço na hospedaria, não chegaram os peregrinos para encher e ver o Menino Jesus, por causa da covid.





