Bispo venezuelano diz que Maduro fez do país um “campo de concentração”
“Quando um Governo, sabendo que o seu povo sofre, deixa as crianças morrerem por desnutrição, e o povo por falta de antibióticos ou remédios para a tensão arterial, e permite que grupos violentos controlem os cidadãos, faz com que o país seja um campo de concentração.” É desta forma que o bispo católico do Carúpano, Jaime Villarroel, analisa a ação de Nicolas Maduro à frente dos destinos da Venezuela, numa altura em que o país enfrenta uma tragédia humanitária semelhante ao que a Europa enfrentou no final da II Guerra Mundial.
“Encontramo-nos trancados nas nossas próprias casas,” afirma, numa entrevista à Agência Católica de Informações, citada pela Fundação AIS. “Porque as ruas estão tomadas por grupos armados e violentos que podem assassinar-nos por um simples telefone ou um par de sapatos.” Villarroel também descreve que o cenário de hiperinflacção, a maior no mundo, reduziu à miséria a classe média no país. Hoje, uma família “não chega a ter” por vezes “o equivalente a dois euros por mês” para sobreviver e “há famílias que nem têm dinheiro para enterrar os seus parentes falecidos de maneira digna”.
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