
Cardeal Pietro Parolin e o Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian. Foto © Vatican News
Em declarações aos jornalistas após ter celebrado missa em Assis, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, comentou, segundo o portal de notícias do Vaticano de12 de agosto, as recentes incursões do exército ucraniano na região de Kursk, na fronteira ocidental com a Rússia como sendo “desenvolvimentos muito preocupantes, porque significam a abertura de novas frentes (…) neste sentido, as hipóteses de paz podem tornar-se cada vez mais distantes.”
Parolin manifestava, assim, a sua preocupação com a possibilidade de a ofensiva poder vir a provocar uma nova escalada da guerra, com prejuízo para o povo ucraniano, país em que esteve em julho, visitando Kiev, Odessa e Lviv. “De Assis, quero lançar um forte apelo à paz em todo o mundo. Como o Santo Padre tem repetido várias vezes, a guerra é uma derrota para todos e não beneficia ninguém”, afirmou o cardeal durante a missa celebrada na Basílica de Santa Clara, em Assis, Itália.
Entretanto, na manhã do mesmo dia 12, Parolin conversou por telefone com Masoud Pezeshkian, Presidente da República Islâmica do Irão, noticia também o portal de notícias do Vaticano.
Numa comunicação aos jornalistas, o diretor da sala de imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, referiu que o cardeal Parolin felicitou o novo Presidente pelo início do seu mandato, afirmando que discutiram questões de interesse comum. Parolin expressou, ainda, a sua profunda preocupação com o que está a acontecer no Médio Oriente, reiterando a necessidade de se evitar, por todas as formas possíveis, o alargamento do grave conflito que se vive na região, preferindo, em vez disso, os esforços para o diálogo, a negociação e a paz.










