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e assim vamos andando cada vez mais depressa para trás

e assim vamos andando cada vez mais depressa para trás

Há pouco mais de um ano, a Alemanha escandalizou-se ao saber de uma reunião de pessoas ligadas ao partido AfD e outros grupos da extrema-direita, com o objectivo de definir uma estratégia em relação aos estrangeiros que vivem neste país. Talvez não seja por acaso que...

O dia mais ecuménico

O dia mais ecuménico

Nos Estados Unidos, celebra-se esta semana o dia de Thanksgiving. Numa tradução directa seria o dia de Dar Graças. O dia de agradecer. Pela manhã do Thanksgiving, recebi esta mensagem da minha colega Munirat: “With a grateful heart, we join you and your family to say thank you Lord for your immeasurable blessings, provision, protection and mercies.” (*)  A Munirat é minha colega de trabalho. É nigeriana. É muçulmana.

Cuidar a escola

Cuidar a escola

Filha de professores, me confesso. A minha mãe, a vida profissional inteira. O meu pai, alguns anos, marcantes. Pequena, ainda na primária, chegaram a proibir-me de dizer mal da escola. Recentemente, disseram-me que, em muitas coisas, eu tinha razão. Mas era um exagero. Se queria falar teria de encontrar coisas boas para dizer. Lembro-me bem disso. Ainda bem. [Texto de Inês Patrício, Berlim].

Perguntas

Perguntas

“Calhou hoje termos andado alguns quilómetros de carro. Sem falar, a ouvir boa música para crianças. Eu a pensar… Oiço-a dezenas de vezes ao dia perguntar “que é isto mãe, que é isto?” A frase é sempre a mesma. Na maior parte das vezes é tudo curiosidade. Mas também há vezes em que a entoação é já de perplexidade e até de indignação. Conclui que era bom que nós fossemos mais capazes de manter estas perguntas e estas entoações.” [Texto de Inês Patrício]

Os desafios da poligamia

Os desafios da poligamia

O Relatório de Síntese da primeira sessão da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre «Uma Igreja Sinodal em Missão» deixou uma tarefa específica ao Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar (SECAM, na sigla em inglês), encorajando-o «a promover um discernimento teológico e pastoral sobre o tema da poligamia e sobre o acompanhamento das pessoas que vivem em uniões poligâmicas, que se aproximam da fé.» [Texto do padre José Vieira (Etiópia)]

O outro menino de Cabul

O outro menino de Cabul

A imagem da mochila às costas apontava uma infância como tantas outras. A escola, os amigos, os jogos na rua. De menino, contava-nos estórias de descoberta e deslumbre. Sorrisos rasgados. Sol e neve. De mão dada. Montanhas ao redor. As ruas sem asfalto feitas pátio de brincadeiras. Disciplina parental em quantidade tragável. O sabor da liberdade dado a provar gradualmente. Doses de responsabilidade bem medidas. A mãe, o pai, as irmãs. O ninho seguro deste menino de Cabul.

A gargalhada de Deus

A gargalhada de Deus

No Burkina Faso a história do país conta-se como tantas outras da África subsariana. É feita de miséria, sangue, corrupção, olhos vidrados de ganância. Abutres do norte do mundo sedentos da última gota de penúria. Trabalhos esforçados. Alguns, forçados. Tropas em corrupio constante. Governos e governantes em carrosséis descontrolados. Montanhas russas de governação impossível. Olhos sem brilho. Dormentes. Pessoas como eu – tal e qual como eu – marcadas pelo destino de simplesmente nascer neste lugar.

Trabalho nunca será fácil

Trabalho nunca será fácil

Esta semana, enquanto despia a farda, para regressar a casa depois do dia de trabalho, subitamente assaltou-me uma ideia “a minha vida profissional nunca vai ficar fácil”. Incomodou-me o pensamento. Felizmente ninguém se cruzou comigo, saí e pude caminhar à sombra, até ao próximo “a fazer” do dia. As palavras, primeiro de sabor azedo, foram fazendo o caminho comigo. Dispersas e intrigantes. [Texto de Inês Patrício, Berlim]

e assim vamos andando cada vez mais depressa para trás

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Há pouco mais de um ano, a Alemanha escandalizou-se ao saber de uma reunião de pessoas ligadas ao partido AfD e outros grupos da extrema-direita, com o objectivo de definir uma estratégia em relação aos estrangeiros que vivem neste país. Talvez não seja por acaso que...

O dia mais ecuménico

O dia mais ecuménico

Nos Estados Unidos, celebra-se esta semana o dia de Thanksgiving. Numa tradução directa seria o dia de Dar Graças. O dia de agradecer. Pela manhã do Thanksgiving, recebi esta mensagem da minha colega Munirat: “With a grateful heart, we join you and your family to say thank you Lord for your immeasurable blessings, provision, protection and mercies.” (*)  A Munirat é minha colega de trabalho. É nigeriana. É muçulmana.

Cuidar a escola

Cuidar a escola

Filha de professores, me confesso. A minha mãe, a vida profissional inteira. O meu pai, alguns anos, marcantes. Pequena, ainda na primária, chegaram a proibir-me de dizer mal da escola. Recentemente, disseram-me que, em muitas coisas, eu tinha razão. Mas era um exagero. Se queria falar teria de encontrar coisas boas para dizer. Lembro-me bem disso. Ainda bem. [Texto de Inês Patrício, Berlim].

Perguntas

Perguntas

“Calhou hoje termos andado alguns quilómetros de carro. Sem falar, a ouvir boa música para crianças. Eu a pensar… Oiço-a dezenas de vezes ao dia perguntar “que é isto mãe, que é isto?” A frase é sempre a mesma. Na maior parte das vezes é tudo curiosidade. Mas também há vezes em que a entoação é já de perplexidade e até de indignação. Conclui que era bom que nós fossemos mais capazes de manter estas perguntas e estas entoações.” [Texto de Inês Patrício]

Os desafios da poligamia

Os desafios da poligamia

O Relatório de Síntese da primeira sessão da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre «Uma Igreja Sinodal em Missão» deixou uma tarefa específica ao Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar (SECAM, na sigla em inglês), encorajando-o «a promover um discernimento teológico e pastoral sobre o tema da poligamia e sobre o acompanhamento das pessoas que vivem em uniões poligâmicas, que se aproximam da fé.» [Texto do padre José Vieira (Etiópia)]

O outro menino de Cabul

O outro menino de Cabul

A imagem da mochila às costas apontava uma infância como tantas outras. A escola, os amigos, os jogos na rua. De menino, contava-nos estórias de descoberta e deslumbre. Sorrisos rasgados. Sol e neve. De mão dada. Montanhas ao redor. As ruas sem asfalto feitas pátio de brincadeiras. Disciplina parental em quantidade tragável. O sabor da liberdade dado a provar gradualmente. Doses de responsabilidade bem medidas. A mãe, o pai, as irmãs. O ninho seguro deste menino de Cabul.

A gargalhada de Deus

A gargalhada de Deus

No Burkina Faso a história do país conta-se como tantas outras da África subsariana. É feita de miséria, sangue, corrupção, olhos vidrados de ganância. Abutres do norte do mundo sedentos da última gota de penúria. Trabalhos esforçados. Alguns, forçados. Tropas em corrupio constante. Governos e governantes em carrosséis descontrolados. Montanhas russas de governação impossível. Olhos sem brilho. Dormentes. Pessoas como eu – tal e qual como eu – marcadas pelo destino de simplesmente nascer neste lugar.

Trabalho nunca será fácil

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Esta semana, enquanto despia a farda, para regressar a casa depois do dia de trabalho, subitamente assaltou-me uma ideia “a minha vida profissional nunca vai ficar fácil”. Incomodou-me o pensamento. Felizmente ninguém se cruzou comigo, saí e pude caminhar à sombra, até ao próximo “a fazer” do dia. As palavras, primeiro de sabor azedo, foram fazendo o caminho comigo. Dispersas e intrigantes. [Texto de Inês Patrício, Berlim]

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Inteligência lógica e emocional

[Entre Margens]

Inteligência lógica e emocional novidade

Li uma vez que Paulo Freire (educador e filósofo brasileiro, 1921-1997) fez um tipo de desafio com camponeses chilenos, pois “todos” dizem que lavradores são ignorantes e os “letrados” são “oooh! Incríveis!”, os “sabe-tudo”. O desafio era: 10 coisas que os camponeses saberiam fazer e ele, Paulo Freire, não – e vice-versa. [Texto de Denise Sabino, Porto Alegre |Brasil].

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