Dia nacional

Ciganos: erradicar preconceitos, numa sociedade contaminada pelo ódio

| 23 Jun 2024

Ciganos num mercado. Foto © Mirna Montenegro

 

“A erradicação de preconceitos e a edificação de uma sociedade mais justa e misericordiosa, muitas vezes contaminada por discursos fáceis de ódio e xenofobia” é o desafio lançado por Hélder Afonso, diretor da Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos, um organismo da Conferência Episcopal Portuguesa que integra a Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana.

Numa mensagem agora divulgada, antecipando o Dia Nacional do Cigano, que se celebra esta segunda-feira, 24 de junho, Hélder Afonso defende que a Igreja Católica em Portugal deve “caminhar para a comunhão com as populações ciganas portuguesas”. O desafio é maior, mais ainda num tempo em que partidos políticos defendem políticas de discriminação contra estas populações: “Que estas, sentindo-se compreendidas e acolhidas pela Igreja Católica, colaborem na superação da distância que infelizmente ainda separa muitas delas de uma vida digna e plenamente participada na cidadania cigana e portuguesa.”

Para o diretor da pastoral dos Ciganos, a população cigana, desde a sua chegada a Portugal há muitos séculos, “enfrenta, em alguns locais, uma realidade de marginalização”, especialmente no acesso à educação, saúde e habitação, e, “muitas vezes”, essa marginalização é alimentada pela “falta de conhecimento sobre a cultura cigana, as suas particularidades e seu modo de vida”.

“A educação, a habitação e a saúde são pilares fundamentais na erradicação de preconceitos, racismo e xenofobia. Queremos promover uma convivência saudável onde diferentes culturas e tradições possam coexistir em diálogo e integração, sem isolamento ou desrespeito pelos direitos e dignidade de cada um”, sintetiza.

“Este dia, em Portugal, pode servir para reverter esta situação de afastamento e desconhecimento, celebrando com as comunidades ciganas as suas tradições e alertando para as suas dificuldades no acesso a diversos serviços públicos, o que as torna mais vulneráveis à exclusão social”, escreve ainda Hélder Afonso, na mensagem divulgada na última sexta-feira.

 

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