Construir uma Igreja verdadeiramente universal e inclusiva implica que “as comunidades ciganas sejam incluídas e valorizadas”, lembra Hélder Afonso, diretor da Pastoral Nacional dos Ciganos, numa mensagem publicada esta terça-feira, 24 de junho, em que se celebra em Portugal o Dia Nacional do Cigano.
“Nesta data, a Igreja assinala também a festa de São João Batista — santo de especial devoção entre os ciganos portugueses. Este dia é, assim, uma ocasião significativa para homenagear a riqueza cultural do povo cigano e reforçar o apelo à justiça social e à igualdade de oportunidades”, pode ler-se no texto divulgado pela Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos, um organismo da Conferência Episcopal Portuguesa que integra a Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana.
Reconhecendo que a Igreja Católica “tem acompanhado as comunidades ciganas, promovendo a sua integração com absoluto respeito pela sua identidade, cultura e valores próprios”, o responsável daquele organismo assinala que, “neste tempo sinodal, em que a Igreja se abre à escuta e à participação de todo o Povo de Deus”, é essencial que as comunidades ciganas sejam “incluídas e valorizada neste caminho comum”, e é preciso encorajar essas mesmas comunidades “a fazer parte ativa de um caminho comum de fé e de fraternidade”.
“Mais do que um gesto simbólico, trata-se de construir uma Igreja verdadeiramente universal e inclusiva, onde todos têm lugar e podem contribuir ativamente”, sublinha Hélder Afonso, evocando a memória do Beato Zeferino Giménez Malla, “homem simples, justo e pacificador, que serviu com entrega as comunidades ciganas”.
“Neste dia, que a sua memória ilumine todos os que acompanham e servem as comunidades ciganas. Que o respeito mútuo, a inclusão e a construção de pontes continuem a ser sinais de uma verdadeira fraternidade sinodal, onde ninguém é deixado para trás”, conclui.









