
Seminário Conciliar, em Braga: 450 anos de história, à procura de renovação. Foto © Seminário Conciliar de Braga
“Erguendo os olhos e vendo” é o mote de um Congresso Internacional sobre a problemática dos seminários católicos, que vai decorrer em Braga de 16 a 19 de novembro, levando àquela cidade especialistas de topo relacionados com a matéria em debate. As inscrições, abertas “a todo o povo de Deus”, a partir de hoje, encerram a 11 de novembro.
O acontecimento insere-se nas evocações dos 450 anos do Seminário Conciliar de S. Pedro e S. Paulo, de Braga, “um dos primeiros do mundo” a ser fundado segundo o modelo instituído pelo Concílio de Trento, por iniciativa do arcebispo S. Bartolomeu dos Mártires que foi nele um agente ativo.
Desde o início das comemorações, em outubro de 2021, sucederam-se já iniciativas como um concerto de órgão, um ciclo de cinema sobre figurações do padre, uma série de 12 artigos sobre os edifícios bracarenses por onde o Seminário peregrinou, entre outras.
O programa do Congresso, esta quinta-feira apresentado em conferência de Imprensa, em Braga, inclui, no primeiro dia, intervenções de caráter histórico e um painel sobre “onde nos poderiam levar estes 450 anos”. O segundo dia centra-se no debate sobre “a problemática dos seminários católicos” e conta com três nomes fortes: Andrea Grillo, do Pontifício Ateneu de Santo Anselmo, Roma; Alberto Melloni, da Universidade de Modena-Reggio Emilia; e Hervé Legrand, do Instituto Católico de Paris. Nos dois dias seguintes haverá alguma diversidade de aspetos a serem debatidos, a partir do olhar crítico sobre a realidade presente e perspetivas e cenários para o futuro, a partir de diferentes de diferentes dimensões (psico-sociológica, antropológica, teológica, estética…).
Este congresso internacional inclui ainda dois concertos: um, na Capela da Imaculada, do Grupo Vocal Cupertinos e outro, na Igreja de São Paulo, Paixão e Morte do Senhor Jesus Cristo segundo S. Lucas, de Joaquim dos Santos, pela primeira vez interpretado pela Orquestra do Distrito de Braga e Coro do Distrito de Braga.
Intervindo no final da conferência de imprensa, o arcebispo de Braga, José Cordeiro, que apanhou estas comemorações com elas já a decorrer, referiu-se ao Congresso como um evento que ocorre num tempo em que se aviva a “consciência de que algo de novo está a nascer”.
Perante os desafios deste tempo, nomeadamente quanto aos seminários e à formação do clero, disse que eles devem ser enfrentados “sem preconceitos e sem medos”, mas com “confiança e criatividade, na fidelidade ao evangelho. Deu importância à capacidade de fazer perguntas ao que se passa e desejou uma articulação entre a dinâmica do congresso e o processo sinodal que a Igreja Católica atualmente vive.










