AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

Comunidade cristã no Mali. Foto ACN

No Mali

Cristãos forçados a pagar imposto para praticar livremente a sua religião

| 15/11/2024

Comunidade cristã no Mali. Foto ACN

Durante algum tempo os residentes continuaram a ser “autorizados a praticar a sua fé, embora sem a utilização de instrumentos musicais durante o culto, numa clara restrição da sua liberdade religiosa”. Foto © ACN

 

Os católicos e protestantes residentes em Douna-Pen, a maior aldeia cristã da região de Mopti, no Mali, estão a ser forçados a pagar um imposto para poderem continuar a praticar a sua religião livremente. Caso se recusem a pagar, os locais de culto que frequentam serão encerrados, ameaçou um grupo extremista islâmico ativo na região.

A denúncia é feita esta sexta-feira, 15 de novembro, pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), cujas fontes no país pediram anonimato por razões de segurança. De acordo com as mesmas, o grupo “impôs recentemente um imposto de 25 mil francos CFA (cerca de 36 euros) a todos os cristãos com mais de 18 anos”.

Os extremistas islâmicos já tinham exigido anteriormente o encerramento das igrejas protestantes e católicas em Douna-Pen, mas durante algum tempo os residentes continuaram a ser “autorizados a praticar a sua fé, embora sem a utilização de instrumentos musicais durante o culto, numa clara restrição da sua liberdade religiosa”, explica a Fundação AIS.

A exigência do pagamento da chamada jizya, um imposto religioso, começou numa outra aldeia próxima, Dougouténé. Chegou agora a Douna-Pen e os habitantes locais receiam que esta prática  possa estender-se a outras aldeias, ameaçando ainda mais a liberdade religiosa e a segurança.

“Receia-se que estes pagamentos forçados possam conduzir a divisões profundas entre a população, minando a confiança no governo e prejudicando ainda mais a frágil estabilidade da região. Muitos habitantes têm medo de ser abandonados pelo Estado maliano”, adianta a Fundação AIS.

Um dos habitantes locais ouvidos pela organização católica pede “uma ação imediata para evitar que um conflito religioso tome conta deste país”. “É suposto vivermos num Estado laico, onde tais práticas não deveriam ter lugar, mas infelizmente isto está a tornar-se na nossa nova realidade. Se as autoridades não agirem, a população pagará impostos diretamente para os cofres dos terroristas, que agem sob a bandeira do jihadismo na República do Mali”, afirma.

E conclui: “Sabemos que o país é grande e que o mesmo se passa noutros locais, mas se não fizermos alguma coisa neste domínio em breve, as consequências serão desastrosas”.

 

Últimas Notícias

Últimas Notícias

Das cantigas de amigo à vinha

[Metáforas vivas]

Das cantigas de amigo à vinha novidade

Este texto corresponde à homilia de domingo, 4 de outubro, [domingo xxvii do tempo comum ― a ― 2026; 1º dia da semana da educação cristã; 800 anos da morte de S. Francisco], proferida pelo padre Joaquim Félix na igreja de S. Paulo, do Seminário Conciliar de Braga.

Jesus salva-nos de nós mesmos

[Entre Margens]

Jesus salva-nos de nós mesmos novidade

Uma das mais profundas obras de salvação realizadas por Jesus consiste em libertar-nos não apenas do pecado e da morte, mas também das falsas imagens que construímos acerca de Deus. Muitas vezes, consciente ou inconscientemente, projectamos sobre Deus os nossos medos, inseguranças e formas humanas de exercer o poder. [Texto de Vítor Rafael].

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.

Pin It on Pinterest

Share This