
Os padres Oliver Buba (à esquerda) e Basil Gbuzuo foram vítimas de sequestro na última semana, em diferentes dioceses da Nigéria. Fotos: Direitos reservados
Dois padres católicos foram sequestrados na Nigéria, em diferentes dioceses, no espaço de menos de uma semana. O caso mais recente aconteceu esta terça-feira, 21 de maio, quando um grupo de homens armados invadiu a paróquia de Santa Rita, em Bare, na região centro-sul do país, e “revela uma inquietante falta de segurança”, alerta a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS). Desde o início do ano, foram raptados na Nigéria cinco presbíteros.
O paradeiro do padre Oliver Buba, raptado esta terça-feira, não é conhecido, mas o padre Basil Gbuzuo, sequestrado na passada quinta-feira, 15 de maio, já foi libertado, assim como os restantes três religiosos anteriormente vítimas de sequestro este ano: os padres claretianos Kenneth Kanwa e Jude Nwachukwu, sequestrados em fevereiro, e o padre Tony Mukoro, da diocese de Benin City, sequestrado em março.
“No entanto, apesar de normalmente os sacerdotes raptados acabarem por ser libertados, nem sempre isso acontece. De facto, pelo menos três padres sequestrados ainda estão desaparecidos”, recorda a Fundação AIS. São eles o padre John Bako Shekwolo, desaparecido desde 2019, e os padres Joseph Igweagu e Christopher Ogide, levados em 2022 e sobre os quais não houve mais qualquer informação.
Os sequestros para obtenção de resgates tornaram-se “um crime generalizado” na Nigéria, que, em 2023, liderou a lista de países que registaram casos de padres e religiosos sequestrados, com 28 ocorrências. Têm sido registadas também situações de raptos em massa, especialmente de crianças em idade escolar, alerta a agência Fides.









