
“É fundamental lembrar ao mundo que a liberdade religiosa está ameaçada para uma percentagem enorme da população”, apela a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre.
No próximo dia 6 de agosto, cumprem-se dez anos desde a ocupação da Planície de Nínive, no Iraque, pelo Daesh, que obrigou 10 mil cristãos a abandonar as suas casas. A data foi escolhida pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) para se tornar num Dia de Oração pelos Cristãos Perseguidos, e todos os portugueses são convidados a participar.
“A invasão das terras bíblicas da Planície de Nínive transformou-se num exemplo trágico do que significa a perseguição religiosa a uma comunidade nos tempos modernos. A região concentrava aproximadamente 25 por cento dos cristãos iraquianos e também pessoas pertencentes a outras minorias religiosas igualmente ameaçadas pelos terroristas”, assinala a fundação pontifícia.
“Dez anos depois, é importante assinalar esta data, é importante lembrar o sofrimento de todos estes cristãos e é fundamental lembrar ao mundo que a liberdade religiosa está ameaçada para uma percentagem enorme da população”, apela a organização.
“Infelizmente, a perseguição religiosa é uma realidade cruel hoje em dia em inúmeros países. Tal como aconteceu há 10 anos no Iraque, todos os dias recebemos notícias que nos falam disso, sabemos de histórias de cristãos que também tiveram de fugir para salvar as suas vidas, sabemos de histórias de cristãos que são ameaçados apenas por causa da religião que professam. E tal como aconteceu há 10 anos, em muitos países esses cristãos perseguidos continuam sozinhos e estão como que abandonados à sua sorte. É preciso denunciar isto”, afirma a diretora do secretariado português da Fundação AIS, Catarina Martins de Bettencourt.
“A melhor maneira de homenagearmos os cristãos perseguidos, a melhor maneira de dizermos também ao mundo que temos de defender a liberdade religiosa como um direito básico e inalienável do ser humano é rezando. E é isso que, uma vez mais, propomos a todos os portugueses. Que transformem, de alguma maneira, o próximo dia 6 de agosto num tempo de oração e de memória por todos os que sofrem pela sua fé”, apela a responsável, pedindo a mobilização de todos. “Falem disto ao vosso pároco, falem disto na vossa comunidade, na vossa família, aos vossos amigos. No dia 6 de agosto, vamos todos rezar pelos cristãos perseguidos no mundo”, conclui Catarina Bettencourt.









