
Governo indiano rejeitou perseguição aos cristãos. Foto © wikimedia commons
O governo federal da Índia pediu ao Supremo Tribunal que rejeitasse a queixa apresentada pelo arcebispo de Bangalore, Peter Machado, o Fórum Nacional de Solidariedade e a Irmandade Evangélica da Índia, denunciando a violência contra os cristãos e solicitando o fim da perseguição contra eles.
De acordo com a notícia da agência UCLA News de dia 17 de agosto, o procurador-geral Tushar Mehta descreveu a queixa como reveladora de uma “tendência perigosa” e afirmou ao tribunal que o Governo indiano negava “a existência de qualquer tipo de ataque direcionado contra os cristãos”.
Mehta atacou os fundamentos da queixa, argumentando que “incidentes de natureza puramente criminal e decorrentes de questões pessoais foram classificados [pelos queixosos] como violência contra cristãos” para “criar inquietação em todo o país” e, talvez, “obter apoio de fora do país para se intrometer nos assuntos internos de nossa nação”.
Os queixosos tinham apresentado dados que revelavam uma média de 45 a 50 ataques mensais violentos contra instituições e padres cristãos, tendo em maio tal número subido para 57.
O representante do Governo afirmou ainda que os incidentes em causa podiam ser tratados em tribunais provinciais ou estaduais, não existindo qualquer fundamento para ser o Supremo Tribunal a conduzir um inquérito cobrindo todo o país.
O advogado Colin Gonsalves, representante dos queixosos, sublinhou que só em 2021 tinham sido registados 500 ataques contra cristãos e solicitou tempo para responder aos diversos pontos apresentados pelo governo federal.
O tribunal estabeleceu uma semana para as partes interessadas apresentarem novas alegações e marcou a próxima audiência para 25 de agosto.









