
“De acordo com notícia da agência Fides “o reconhecimento oficial teve lugar durante uma cerimónia realizada no dia 27 de agosto em Tianjin.” Foto © Dom Melchior Shi Hongzhe/Vatican News
Melchior Shi Hongzhe foi oficialmente reconhecido pelo Governo chinês como bispo de Tianjin, anunciou a Santa Sé através de um comunicado divulgado pela Sala de Imprensa do Vaticano nesta terça-feira 27 de agosto. O reconhecimento é, sublinha o comunicado, “um fruto positivo do diálogo estabelecido ao longo dos anos entre a Santa Sé e o governo chinês”. O Papa tinha nomeado Shi Hongzhen bispo daquela diocese em 2019.
De acordo com notícia da agência Fides, “o reconhecimento oficial teve lugar durante uma cerimónia realizada no dia 27 de agosto em Tianjin. O encontro contou também com a presença do bispo de Pequim, Joseph Li Shan”. Durante a cerimónia, Shi Hongzhen declarou que “queria ser fiel aos mandamentos de Deus e respeitar a lei chinesa, difundir o Evangelho e promover a unidade do povo chinês em harmonia, juntamente com os padres e batizados de Tianjin”.
A cerimónia contou com a presença de uma centena de pessoas, entre as quais mais de 30 padres e 20 religiosas. A diocese de Tianjin conta com cerca de 56.000 fiéis, distribuídos por 21 paróquias, servidas por 62 padres e um número considerável de religiosas. Shi Hongzhen nasceu a 7 de outubro de 1929 e foi ordenado em 1954 e consagrado bispo coadjutor de Tianjin em 1982, sucedendo ao bispo Stephen Li Side em 2019.
O Estado chinês é regularmente criticado por diversas organizações de defesa dos direitos humanos pela sua “implacável repressão das religiões” através de uma série de leis e políticas extremamente limitadoras da liberdade religiosa. Apesar da repressão de que a Igreja Católica é vítima naquele país, o Vaticano tem optado por manter relações diplomáticas cordiais com Pequim suportadas por acordos nunca completamente divulgados. Esta atitude da Santa Sé tem sido alvo de críticas de vários observadores, incluindo católicos.









