Hans Küng, um gigante da teologia ecuménica

| 11 Abr 21

Hans Küng na Sinagoga de Hechingen, 2 Março 2009. Foto © Muesse/Wikimedia Commons

Hans Küng, falecido no dia 6 de abril, foi um dos teólogos mais marcantes da teologia cristã das últimas décadas. Conhecido pela sua crítica incisiva do catolicismo institucional, o teólogo suíço definia-se a si próprio como um amante da liberdade, firme e obstinado, na linha de Guilherme Tell, figura totémica do seu povo.

Embora tenha dito que a figura de teólogo contestatário não era aquela que mais apreciava, pois teria preferido ocupar-se de outras questões e de projetos mais urgentes, a verdade é que a estratégia restauracionista de João Paulo II e de Bento XVI lhe impôs a crítica do papado e o papel de reformador da Igreja: “Na situação atual, não posso aceitar ficar calado. Durante dezenas de anos chamei a atenção, com mais ou menos sucesso – mas de qualquer modo um sucesso modesto junto da hierarquia católica – para a enorme crise que medrava dentro da Igreja católica e que é, de facto, uma crise do governo da Igreja. Foi só com a revelação dos inúmeros casos de abuso sexual dissimulados por Roma e pelos Bispos durante dezenas de anos, que esta crise se tornou visível aos olhos do mundo inteiro como uma crise do sistema que exige uma resposta teológica fundamentada” [1]

 

Profeta

Foi essa dimensão combativa e profética da sua obra teológica que acabou por se impor. Como muitos outros teólogos católicos da sua geração, Küng assistiu ao afundamento da sua Igreja numa crise cada vez mais perigosa. Apesar do Concílio, os apelos a uma reforma do governo da Igreja continuam sem resposta; os entraves a uma reflexão teológica crítica e livre ainda não despareceram inteiramente; a rejeição do ministério diaconal e sacerdotal feminino embaraça cada vez mais os crentes empenhados na promoção da igualdade dos homens e das mulheres, tanto na sociedade como na Igreja; as diretrizes sobre a sexualidade dos leigos e a recusa persistente do casamento dos padres continuam a criar perplexidade… Eis alguns dos impasses do catolicismo atual para os quais Hans Küng nunca deixou de chamar a nossa atenção!

Mas será que a Igreja Católica Romana ainda se pode salvar? Sim, pensava Hans Küng, desde que ela reconheça estar doente e que o vírus da obsessão pelo poder que nela se introduziu progressivamente ao longo dos séculos e causou os cismas com o Oriente em 1054 e com a Europa Central e do Norte 1517, seja combatido com determinação.

Esta denúncia corajosa das derivas da Igreja de Roma faz-nos pensar nos grandes reformadores do século XVI que, tal como Hans Küng, desejavam desconstruir o sistema medieval de governo da Igreja. Antes das controvérsias teológicas terem degenerado em guerras de religião, também eles insistiam no facto de que não é a crítica profética que ameaça a Igreja, mas sim o seu ensurdecimento à voz do Evangelho. Para os reformadores, o ministério do Bispo de Roma não deveria ser necessariamente abolido desde que este se colocasse humildemente ao serviço do povo de Deus e que Cristo fosse reconhecido como o verdadeiro chefe da Igreja.

Porém, a leitura da imensa obra teológica de Hans Küng conduz-nos inevitavelmente à seguinte interrogação: será que se trata ainda de um teólogo católico romano autêntico ou, como afirmam os meios integristas, de um protestante disfarçado de católico romano?

A resposta é inequívoca. Hans Küng foi um teólogo enraizado na tradição católica mais genuína e que, por isso mesmo, foi capaz de praticar uma teologia ecuménica autêntica! Este aparente paradoxo reside no facto de se confundir frequentemente o catolicismo com a governação romana da Igreja. Ora, o catolicismo caracteriza-se primeiramente como abertura ao mundo, como fidelidade à tradição apostólica sem descurar a sua necessária inculturação, como unidade na pluralidade. Se assim é, Küng pode legitimamente criticar a perversão centralista do poder eclesiástico romano precisamente em nome do catolicismo e, ao fazê-lo, afirmar-se igualmente como um teólogo ecuménico.

Cumpre-me lembrar, neste contexto, que o protestantismo também não foi poupado no seu combate profético! Como se pode verificar num livro indispensável à compreensão da teologia atual [2], apesar de ser um grande conhecedor e admirador da Reforma protestante, Küng criticou sem subterfúgios as derivas nacionalistas do protestantismo, a sua fragmentação em eclesíolas concorrenciais e a sua relativa invisibilidade nas questões de ordem social, mas sempre evidenciando a necessária complementaridade das diferentes tradições cristãs. Ao evidenciar a estrutura poliédrica do cristianismo, apelando o catolicismo a reconhecer a diversidade das confissões e das expressões da fé, Küng prestou um serviço incomensurável à sua Igreja e ao ecumenismo.

 

O teólogo

Não tenho a pretensão de resumir a sua gigantesca obra teológica. Mas gostaria, no entanto, de salientar que Hans Küng, depois de ter estudado na Universidade Pontifícia Gregoriana de Roma, formou-se posteriormente na Sorbonne e no Instituto Católico de Paris onde defendeu uma tese de doutoramento sobre a doutrina cristã da justificação, na perspetiva do seu compatriota Karl Barth, um gigante da Teologia protestante reformada do século XX.

Que diz a doutrina da justificação? Ela afirma que os pecadores são gratuitamente perdoados, ou tornados justos diante de Deus, através da Fé. Porém, entre os séculos XIV e XVI, os papas decretaram a venda das indulgências capazes de abreviar a permanência das almas no purgatório, o que foi considerado por Lutero como contrário ao ensino bíblico que nos diz que só Deus pode perdoar e salvar. Portanto, a doutrina da justificação é um dos princípios doutrinais basilares do protestantismo.

Mas a doutrina da justificação, retomada por Karl Barth de maneira magistral, é vista sob um ângulo diferente. Não se trata unicamente de perdoar pecados como preâmbulo da salvação, como se pensava na Idade Média, mas sim reconhecer que Deus manifesta, num acontecimento temporal, ou seja, na vida e morte de Jesus de Nazaré, a sua decisão eterna em favor da humanidade.

Se a história humana é a história de uma aliança quebrada entre Deus e a humanidade, a obra de Cristo revela-nos que o seu projeto eterno é a “justificação” da humanidade. No Homem de Nazaré concentram-se, portanto, a humanidade na sua busca de Deus e um Deus que vem ao seu encontro dizendo-lhe “tu és acolhida(o)”, “tu és amada(o)”, “tu és justificada(o)”, “nada tens que temer”. Deste modo, o movimento deixa de ser “reconhecimento do pecado/salvação” para ser, “salvação/reconhecimento do pecado”. Por outras palavras, é a justificação que permite o reconhecimento do pecado e estimula um agir conforme à vontade de Deus e não o contrário.

A tese de Küng consistiu em demonstrar que a doutrina da justificação, que causou uma terrível crispação na época da Reforma, pertence ao património comum do protestantismo e do catolicismo, embora seja proferida em línguas diferentes. E foi o teólogo reformado Karl Barth que possibilitou, finalmente, uma tradução adequada.

O grande interesse da tese de Hans Küng [3] é o de ter demonstrado que o método teológico de Karl Barth, ou seja, uma teologia que coloca a Cristologia (pessoa, mensagem e obra de Jesus Cristo) no centro da sua reflexão, iluminando as demais doutrinas, é igualmente uma norma à qual se devem submeter os teólogos católicos, porque se trata do método seguido pelo Novo Testamento.

Hans Küng

Hans Küng: “A sua área de predileção foi a eclesiologia, o diálogo entre as diversas tradições cristãs e entre o cristianismo e as grandes religiões.” Foto © Direitos Reservados

Deste modo, em face da centralidade do mistério crístico, a doutrina da justificação deixa de ser um motivo de polémica entre católicos e protestantes. Karl Rahner, outro gigante da teologia católica do século XX, diz que a tese de Hans Küng, ao demonstrar a “catolicidade” da doutrina reformada da justificação, especialmente na sua versão barthiana, tem consequências importantíssimas para a teologia católica dos sacramentos que seria útil revisitar, pois é certamente muito mais maleável do que aquilo que afirma a dogmática pós-tridentina [4].

Terá sido essa a grande contribuição de Küng para o diálogo entre protestantes e católicos romanos. Em 1999, foi assinado um acordo histórico entre luteranos e católicos romanos, em Augsburgo, que põe termo a cinco séculos de polémica em torno deste tema tão importante para a fé cristã.

A declaração de fé comum foi posteriormente assinada pelos luteranos, católicos romanos, reformados, anglicanos e metodistas, em 31 de outubro de 2017, na Igreja Luterana de Wittenberg, de onde partiu a Reforma protestante.

Hans Küng foi, reconhecidamente, um grande teólogo, embora não possamos dizer que ele tenha concebido um sistema teológico, como aconteceu com Tomás de Aquino ou Karl Barth. A sua área de predileção foi a eclesiologia (doutrina da Igreja), o diálogo entre as diversas tradições cristãs e entre o cristianismo e as grandes religiões. Homem de grande erudição, dotado de uma invulgar capacidade de trabalho, autor prolífero de uma inteligência fulgurante, escreveu obras de grande importância aliando saber, objetividade e clareza sobre praticamente todos os temas que nos interrogam existencialmente, em diálogo permanente com a filosofia e a ciência. Mas, contrariamente a outros teólogos cuja linguagem técnica exige um esforço permanente dos leitores, Hans Küng foi um pedagogo da reflexão teológica, ensinando aos seus leitores o que é ser teólogo e o que é a Teologia. Quem lê os seus livros, não precisa de ser formado em Teologia ou em Filosofia. Felizmente, temos muitas das suas obras traduzidas em português!

 

O cidadão do mundo

Em paralelo com a reclamação de uma reforma urgente da Igreja Católica, que vai da denúncia do nepotismo da Cúria Romana ao acesso das mulheres ao ministério eclesiástico, Hans Küng interessou-se igualmente pelo diálogo inter-religioso, tendo criado em 1993 a fundação Weltethos (ética planetária) em Tubinga e Zurique.

O seu objetivo é desenvolver comportamentos, à escala planetária, inspirados pela regra áurea comum a todas as grandes religiões e que afirma que “cada um deve tratar os outros (ou não tratar) como ele próprio gostaria (ou não gostaria) de ser tratado”. Não se trata nem de um projeto religioso para unir as diferentes religiões, nem da invenção de uma nova ética planetária, nem sequer de uma injunção moralizadora. Trata-se simplesmente de um projeto de ética geral que consiste no despertar das consciências para a necessidade de pensar e agir em conformidade com este princípio de humanidade que está na base dos valores de justiça, de solidariedade e de não-violência. Esta ética fundamental comum é o suporte da Paz mundial e o futuro da humanidade.

O projeto [5], consequência do amadurecimento do pensamento teológico de Hans Küng, é uma atitude provisória de análise crítica da situação geopolítica atual, especialmente das suas vertentes sociais, ambientais e inter-religiosas. A crise não retrata unicamente os disfuncionamentos da modernidade, mas acompanha igualmente a irrupção de um novo paradigma (visão do mundo) necessário à sobrevivência da humanidade.

 

Homenagem

Como diz Anne Soupa, uma das suas amigas e colaboradoras bastante próximas “este David terminou sem dúvida o seu combate pensando ter perdido contra Golias, mesmo se ele pelejou noutras lides mais pessoais e talvez mais essenciais. Mas muitos católicos como eu, que revindicam a sua liberdade e os seus direitos no seio da instituição, consideram-se como seus herdeiros. Quando a vaga tradicionalista tiver rebentado, por não ter qualquer visão do futuro, as questões essenciais colocadas por Hans Küng ressurgirão e, nessa altura, a Igreja não poderá deixar de se ocupar delas”.

No que me diz respeito, simples pastor reformado, o reconhecimento quase unânime do valor intelectual e espiritual do edifício teológico construído por Hans Küng, eminente teólogo católico romano e profeta de uma teologia ecuménica, consciente da crise que atravessa o mundo atual, é um motivo de grande regozijo. O meu empenhamento ecuménico constante, a favor de uma catolicidade evangélica, encontrou em Hans Küng um eco que não só confirmou a minha busca como também a alimentou substancialmente. Foi Küng quem me ensinou que a reconciliação das Igrejas é, finalmente, uma questão mais espiritual do que dogmática pois, como dizia Pascal “o coração tem razões que a razão desconhece”.

 

Joel Lourenço Pinto é pastor da Igreja Presbiteriana de Portugal e da Igreja Reformada Suíça, onde tem exercido o ministério pastoral. Especializado em ciências bíblicas e em catequese, foi codiretor do Centro Ecuménico de Catequese do cantão de Neuchâtel (Reformados e Católicos Romanos) e responsável pela formação de catequistas e das edições destinadas à adolescência na Suíça de língua francesa. Vive entre a Suíça e Portugal e é um dos editores de Itinerários, blogue parceiro do 7MARGENS, onde este texto foi também publicado.

 

Notas

[1] Peut-on encore sauver l’Eglise ? Seuil, Paris, 2012, p. 7
[2] Une théologie pour le troisième millénaire, Seuil, Paris, 1989
[3] La justification, Desclée de Brouwer, Paris, 1965 (Tese de doutoramento : Rechtfrtigung. Die Lehre Karl Barths und eine katholische Besinnung, 1957)
[4] Cf. “L’avenir de la Théologie”, in Nouvelle Revue Théologique, XCII, 1971, pp. 3-289 (p.22)
[5] Projeto de Ética Mundial, Ed.Paulinas, São Paulo, 2001 [há também uma edição em Portugal, das ed. Piaget]

 

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