Luís Soares Barbosa

para o Fernando Echevarría, mas não à sua memória

  Da sua obra outros falarão melhor. E da sua vida apenas um voo grato. Conheci o Fernando Echevarría há alguns anos quando juntos animámos no Metanoia uma sessão sobre os nomes de Deus que a poesia enuncia em nós, ou não, ou só. Da sua sala sobre o rio aberta recordo cada gesto afável, a tenaz humildade de quem um dia disse, e fez, e um...

Lavou-nos a Cruz os olhos, enxugou-os o túmulo vazio

O Sábado antecipa o despertar de Domingo de Páscoa. A cruz lavou-nos os olhos, enxugados pelo túmulo vazio. Uma proposta de meditação pascal, a partir de dois poemas de Luís Soares Barbosa.   DÉCIMA TERCEIRA ESTAÇÃO O próprio caminho veio ao teu encontro e te despertou do sono em que dormias. quantas portas se abriram sem que esperássemos mais...

E se confinássemos?

  A pergunta, reconheço, é desagradável. Por um lado, atravessamos um confinamento geral, decretado com pompa e circunstância, discursos inflamados e palavras grandiosas que muito prosaicamente se gastam, à força da repetição. Por outro, a tal desígnio parecem abundar as excepções. É o e-mail que assegura que a sua loja de electrodomésticos...

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