AGENDA

SOBRE NÓS

ASSINAR

APOIAR

A igreja da paróquia de São Luis de Monfort, em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, foi destruída por alegados insurgentes do Estado Islâmico. Foto © Fundação AIS.
A igreja da paróquia de São Luis de Monfort, em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, foi destruída por alegados insurgentes do Estado Islâmico. Foto © Fundação AIS.

Ataque em Cabo Delgado

Igreja reduzida a escombros no norte de Moçambique

| 03/05/2026

 

Uma igreja destruída e uma comunidade em choque é como bispo de Pemba, António Juliasse, descreve o ataque à paróquia de São Luis de Monfort, em Cabo Delgado, no norte de Moçambique.

A igreja local foi “reduzida a escombros” após uma incursão atribuída a grupos terroristas ligados ao autodenominado Estado Islâmico, o movimento extremista islamista que espalha o terror em diferentes territórios, em particular no continente africano, e que há anos ataca na província mais a norte de Moçambique.

Segundo informação da Fundação AIS, na quinta-feira, 30 de abril, o “símbolo antigo da presença católica em Cabo Delgado, foi incendiado. “A paróquia foi atacada e totalmente queimada pelos insurgentes. O cenário foi de terror: casas e infraestruturas destruídas, a Paróquia histórica reduzida a escombros”, denunciou António Juliasse. “Os missionários estão a salvo, mas a comunidade permanece em choque”, afirmou o bispo, em mensagem enviada para a Fundação AIS em Lisboa.

Na tarde de 30 de abril, pelas 16h00, os insurgentes entraram em Meza, localidade na província de Cabo Delgado, e atacaram a paróquia de São Luís de Monfort, um símbolo, desde 1946, da presença católica na região, como descreve a Fundação AIS. Houve “civis que foram capturados e usados como audiência para discursos de ódio”, disse o bispo.

“Os atacantes abandonaram livremente a aldeia ao cair da noite”, adiantou o bispo, que voltou a pedir a ajuda do mundo para a situação terrível que se vive no norte de Moçambique, especialmente na província. “Pedimos atenção e solidariedade para com as vítimas de Meza. Já vamos perto de 9 anos que queimam capelas e igrejas na Diocese de Pemba. Mas a fé deste povo de Deus nunca será queimada, ela reconstrói-se diariamente!”

 

“Mais de 300 católicos mortos, a maioria por decapitação” 

O edifício da Igreja católica, ainda do tempo colonial, foi queimado, vandalizado e reduzido a escombros, descreve a AIS, revelando fotografias enviadas para a Fundação.

Segundo António Juliasse, num balanço feito em dezembro, “mais de 300 católicos foram mortos, a maioria por decapitação”, entre catequistas, animadores paroquiais e fiéis. Desde o início dos ataques, já  foram destruídas 117 igrejas e capelas, das quais, 23 apenas no ano de 2025. Com este ataque à paróquia de São Luis de Monfort, o número está já desatualizado.

 

Últimas Notícias

Últimas Notícias

Bispos portugueses debatem crise da habitação, processo sinodal e proteção de menores

Reunidos em Fátima na próxima semana

Bispos portugueses debatem crise da habitação, processo sinodal e proteção de menores novidade

A crise da habitação e as condições de vida dos portugueses vão estar entre os temas de reflexão da 216.ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que arranca na próxima segunda-feira, 9 de novembro, em Fátima. Os trabalhos incluem ainda o ponto da situação do processo sinodal, a definição de uma nova fase do processo de proteção de menores e adultos vulneráveis e uma reflexão na sequência do encontro de outubro, em Roma, sobre a exortação apostólica Amoris laetitia.

Entre a linguagem do púlpito e a ‘voz’ da sacristia

Imprensa católica no PREC

Entre a linguagem do púlpito e a ‘voz’ da sacristia novidade

A comunicação social originou os maiores confrontos, durante e após o PREC, entre a hierarquia da Igreja Católica e vários Governos. Mas nem sempre por causa dos jornais diocesanos e dos boletins paroquiais que foram a sua voz mais dileta – sustentou o jornalista e investigador Alexandre Manuel na sua intervenção no colóquio Liberdade de imprensa: revolução e democracia em Portugal, organizado pelo Centro de Estudos de História Religiosa em parceria com o 7MARGENS.

Missão aMar em Porto Belo: agindo Deus, quem impedirá?

[Testemunho]

Missão aMar em Porto Belo: agindo Deus, quem impedirá? novidade

Ultrapassando os receios e as dificuldades logísticas e financeiras, fomos preparando a missão e finalmente pudemos partir para o Brasil no dia 24 agosto, para continuar a servir e a pescar. Sim, em certo sentido, também somos “pescadores de homens” como o nosso patrono São Pedro, e fomos impelidos pela urgência do apelo de Jesus “vai e reconstrói a Minha Igreja”, dirigido a São Francisco de Assis e a todos nós, que somos a Igreja. [Testemunho do padre Tiago Fonseca]

Que propósito último, enquanto Humanidade, devemos perseguir?

[Entre Margens]

Que propósito último, enquanto Humanidade, devemos perseguir? novidade

Sem prejuízo dos propósitos particulares que, em liberdade, cada ser humano tem direito a perseguir, julgo que há propósitos comuns que têm a ver, desde logo, com a preservação dessa mesma liberdade. Se há um ou mais propósitos comuns à espécie, eles têm a ver, precisamente, com aquilo que torna a vida do ser humano, não apenas possível, mas significativa e com sentido. [Texto de Rúben Azevedo].

7MARGENS é um jornal digital
de Religiões, Espiritualidades e Culturas

Propriedade de Associação Porta 18 [ACSFL]
R. da Páscoa, 12 – R/C Dtº – 1250-179 Lisboa | NIPC: 514 876 905
Redação Lisboa: Largo da Luz, 11, 1600-764 LISBOA
IBAN: PT50 0035 0675 0004 6941 7308 1 (CGD)

O 7MARGENS aceita e incentiva a colaboração escrita, em vídeo ou audio dos seus leitores.
Reserva-se o direito de os difundir ou não e aconselha que os textos não excedam os 4.000 caracteres.