
Discriminação racial nos serviços de saúde do Reino Unido. Foto © Du Ryo | phhere
A saúde de milhões de doentes negros, asiáticos e de outras várias minorias étnicas foi maltratada por práticas racistas, de discriminação racial, por barreiras no acesso à saúde e pela recolha ilegal de dados sobre a etnia no âmbito dos cuidados prestados Serviço Nacional de Saúde em Inglaterra, revela a edição de hoje, 13 de fevereiro, de The Guardian.
“A verdadeira dimensão das desigualdades no acesso aos cuidados de saúde enfrentadas pelas minorias étnicas fica, pela primeira vez, claramente exposta”, escreve The Guardian ao citar um estudo encomendado pelo Observatório da Saúde e Raça do SNS em Inglaterra à Universidade de Manchester que será divulgado esta semana.
“As desigualdades étnicas nas respostas de saúde são evidentes em todas as fases ao longo da vida, desde o nascimento até a morte”, escrevem os autores do maior estudo deste género. Apesar das provas “claras”, “convincentes” e “persistentes” de que o SNS estava a falhar nos cuidados prestados às minorias étnicas e das repetidas promessas de ação para inverter a situação, nenhuma “mudança significativa” foi feita nos últimos anos, acrescentam.









