
Papa Francisco de visita a Israel, em 2014. Foto © Dekel E, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita divulgou este domingo, 22 de dezembro, uma violenta nota contra o Papa Francisco, acusando-o de fazer “observações sem qualquer conexão com o contexto real e factual da luta de Israel contra o terrorismo jihadista”. A nota, citada por La Croix, conclui: “As críticas só devem ser dirigidas aos terroristas, não à democracia que se defende contra eles. Devemos pôr fim ao duplo padrão e à lista negra do Estado judeu e do seu povo.”
Ao receber os tradicionais votos de Boas Festas da Cúria Romana, no dia 21 de dezembro, Francisco condenou “a crueldade” praticada por Israel na Faixa de Gaza, concretamente em mais um bombardeamento a uma casa de civis que provocara, no dia anterior, segundo o porta-voz da Defesa Civil da Faixa de Gaza, Mahmoud Bassal, “dez mártires dentro da família Khalla, incluindo sete crianças, sendo que a mais velha tem seis anos”. O ataque teria ainda feito 15 feridos.
Reagindo a estas notícias, o Papa afirmou: “Ontem, crianças foram sujeitas a bombardeamento. Isto é crueldade, isto não é guerra. Quero dizê-lo porque toca o meu coração.”
Como tem sido hábito, o exército israelita apressou-se a desmentir o comunicado da Defesa Civil de Gaza, afirmando que “a informação em sua posse desmente esse relatório” e garantindo que as forças militares “atacaram vários terroristas que operavam numa estrutura militar” do movimento islâmico palestiniano Hamas quee “representavam uma ameaça”.










