
Marianne Pohl-Henzen assume o cantão de Friburgo juntamente com Céline Ruffieux
Uma pequena revolução eclesial está actualmente a ocorrer na Diocese Católica de Lausanne, Genebra e Friburgo (LGF), na Suíça. Provavelmente não teria acontecido tão cedo sem a Covid-19 como rastilho. “A pandemia precipitou uma situação que eu só esperava ver daqui a 20 ou 30 anos: igrejas vazias, às quais muitos dos fiéis não voltam, e um catolicismo que muitas vezes já não «diz» nada às pessoas”, explica o Bispo Charles Morerod, líder desta diocese de maioria francófona com pouco mais de 700.000 membros.
Conhecido por tomar medidas decisivas para lidar com a crise dos abusos sexuais da Igreja, não tinha uma reputação de vanguarda quando se tratava de outras coisas. Mas o Bispo surpreendeu muitas pessoas em Maio passado, quando revelou uma reorganização da diocese que continua a descrever como um “salto de fé”, pode ler-se no site do Le Croix (artigo para assinantes). Em suma, alterou as estruturas diocesanas para melhor se adequarem à realidade da prática religiosa na Suíça francófona e deu responsabilidades de governo sem precedentes a certos membros do laicado católico.
Em Vaud, será Ralcoz, um leigo de 51 anos, que tomará as rédeas do cantão, ele que já tinha experiência como delegado do Vigário Episcopal, enquanto que em Friburgo , cantão bilingue, serão duas mulheres a assumir os trabalhos: Céline Ruffieux irá trabalhar com católicos de língua francesa na área e Marianne Pohl-Henzen, de 61, irá lidar com aqueles que falam alemão, algo já fez nos últimos anos como “delegada episcopal”.
O bispo suíço nega que este caminho sinodal esteja a ser influenciado pela Alemanha, que até o deixa “um bocado perplexo”. Em vez disso, os observadores vêem os desenvolvimentos recentes na diocese de LGF como parte de uma cultura de participação profundamente enraizada na Suíça e no protestantismo, que é omnipresente nesta parte do país adoptado por João Calvino.









