Eugénio Fonseca presidiu à Direção da Cáritas Portuguesa durante 21 anos (1999-2020). Desse tempo, os últimos seis anos aconteceram com a minha proximidade em virtude da Cáritas Portuguesa ser acompanhada pela Comissão Episcopal da Pastoral Social. Tive a oportunidade de estar com ele em muitas reuniões, assembleias e conversações sempre relacionadas com a realidade social e a missão da Cáritas.
Eugénio Fonseca foi um cristão leigo que, em nome de todos, assumiu a missão da Igreja no cuidado pelos mais desfavorecidos e o cuidado de promover o apoio para as situações emergentes resultantes dos fogos, cheias e sismos, em Portugal e noutros países.
O cuidado de Eugénio Fonseca em promover respostas para as situações pobreza e fragilidade económica e apoios especiais para as crianças pobres e doentes, era uma sensibilidade enriquecida pela proximidade que teve, como discípulo, de D. Manuel Martins primeiro bispo da Diocese de Setúbal, na defesa dos direitos humanos e da ação social da Igreja. Eugénio Fonseca fez estudos académicos sobre Doutrina Social da Igreja e desenvolveu a sua capacidade de leitura da realidade social.
Lembro Eugénio Fonseca com gratidão pelo seu testemunho de cristão assumido na busca de respostas para situações de pobreza, na preocupação por promover uma sociedade mais solidária e pelo zelo que tinha na organização e missão da Cáritas.










