
Manifestação diante da embaixada chinesa em Londres, protestando contra as violações de direitos humanos na província de Xinjiang (China), onde as minorias muçulmanas têm sido perseguidas: a ONU quer um gesto concreto dos governos até final do ano. Foto © Amnistia Internacional.
Neste ano, em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) completa 75 anos, a ONU apela aos governos para que “amnistiem, perdoem ou simplesmente libertem todos os detidos por exercerem os seus direitos”.
As detenções arbitrárias devem acabar “de uma vez por todas”, afirma Volker Türk, alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, numa declaração a propósito daquela efeméride, que se assinala em dezembro próximo.
Neste início de 2023, aquele dirigente apela a que os governos e todas as autoridades de detenção, globalmente consideradas, para que “analisem os respetivos casos e façam a escolha de começar o ano dando um passo em direção à visão da Declaração Universal. Um mundo em que todas as pessoas vivam livres e iguais, em dignidade e direitos.”
Volker Türk lembrou, no arranque de uma campanha que vai sensibilizar para o cumprimento dos direitos humanos, “aqueles cujos entes queridos estão a padecer em centros de detenção, presos por exercerem os direitos humanos de todos”.
Entre eles estão “pessoas que trabalham na defesa do meio ambiente, na ação climática ou que denunciam a discriminação, além daqueles que se manifestam contra abusos e corrupção, jornalistas presos por fazerem seu trabalho essencial e ativistas de direitos humanos”, segundo um comunicado divulgado pela ONU.
A DUDH, hoje traduzida em mais de 500 línguas, foi adotada pela Assembleia Geral da ONU em Paris, em 10 de dezembro de 1948, e estabeleceu os direitos humanos fundamentais que devem ser protegidos universalmente.










