
Ataques geraram nova onda de deslocados, cerca de 2500 pessoas, no Norte de Moçambique. Foto © AIS
O bispo da Diocese de Tete, em Moçambique, afirmou que a “situação é preocupante” na região norte do país, com o regresso dos ataques de grupos armados, “depois de um tempo de acalmia”.
“Esperemos que não seja nada de grave, para que o clima de medo não se instale novamente entre a população”, disse D. Diamantino Antunes ao secretariado português da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), segundo informação enviada esta quarta-feira à Agência Ecclesia.
O missionário português, religioso do Instituto Missionário da Consolata, deu conta do aumento de notícias sobre novos ataques de grupos armados no norte de Moçambique, na província de Cabo Delgado, especialmente no distrito de Ancuabe, com “diversos mortos, inclusivamente pessoas decapitadas”.
A 6 de junho, o presidente de Moçambique confirmou que homens armados tinham atacado “a aldeia de Nanduli, no distrito de Ancuabe”, referindo que a situação estaria sob controlo “não obstante os atos de terrorismo que ainda prevalecem”.
A fundação pontifícia AIS acrescenta que estes ataques geraram uma nova onda de deslocados, cerca de 2500 pessoas, segundo dados das autoridades moçambicanas.
Segundo a Ajuda à Igreja que Sofre, D. António Juliasse, bispo de Pemba, capital da província de Cabo Delgado, recomendou a missionários nas localidades de Metoro, Mecufi e Mazeze – entre oito a dez religiosos – que procurassem “lugares mais seguros”.










