Há atualmente 83,4 milhões de pessoas a viver como deslocadas nos seus países, o número mais alto desde que se iniciaram os registos. Os dados são do Relatório Global sobre Deslocamento Interno 2025, divulgado esta semana, e constituem “uma advertência clara da gravidade da situação”, que continuará a piorar rapidamente se não houver “uma ação coordenada e ousada”, alertou a diretora-geral da Organização Internacional para Migrações (OIM), Amy Pope.
O número representa um aumento de 50% ao longo dos últimos seis anos, tendo sido impulsionado sobretudo pelos conflitos em curso, bem como pelo aumento de desastres relacionados com o clima.
Só no ano passado, foram registados 20,1 milhões de novos deslocados devido à guerra indica o relatório. E em apenas dois países, Sudão e República Democrática do Congo, houve 9,1 milhões a ter de fugir das suas casas por causa da violência. Até ao final de 2024, quase toda a população da Faixa de Gaza havia também sido deslocada por causa do conflito israelo-palestiniano, assinala o documento.
Além disso, cerca de 45,8 milhões de pessoas foram internamente deslocadas por desastres ambientais em 2024, tendo havido 29 países a registar o maior número de deslocamentos por desastres de sempre, 54% dos mesmos causados por ciclones.
O documento aponta que os Estados Unidos foram o país mais afetado por deslocamentos devido a desastres, com mais de 11 milhões de registos. Seguem-se as Filipinas, com 8,9 milhões, a Índia, com cerca de 5,4 milhões, a China, com 3,9 milhões, e o Bangladesh, com 2,4 milhões.
O total global, que equivale aproximadamente à população da Alemanha, saltou de 75,9 milhões no final de 2023 para os mais de 83 milhões em 2024.










