
“Não bastam as prendas ou as mensagens. Vamos mergulhar dentro do nosso ser família e dar outra profundidade ao conviver quotidiano”, desafiam os bispos. Foto © @seb_ra
O Dia do Pai, que se assinala a 19 de março (data em que a Igreja Católica celebra a Solenidade de S. José), deve ser um “momento de paragem para filhos e pais, dando asas ao coração e a tudo o que ele sugerir” e não um dia “marcado por gestos impostos pela sociedade do consumo”, defendem os bispos portugueses, na sua “Mensagem para o Dia do Pai” divulgada esta segunda-feira, 11.
Intitulado “Despertar o Coração”, o texto assinado pela Comissão Episcopal do Laicado e Família – organismo da Conferência Episcopal Portuguesa – assinala que o Dia do Pai acontece, este ano, “no centro da caminhada quaresmal” e por isso “não podemos fugir ao programa de renovação pessoal e comunitário proposto pelo Papa Francisco para este tempo favorável”.
Recordando o desafio do Papa de “parar para agir”, os bispos portugueses sugerem que a vivência do Dia do Pai seja “um momento de graça que nos leva a viver de um modo diferente”, com o coração “desperto”. “Não bastam as prendas ou as mensagens. Vamos mergulhar dentro do nosso ser família e dar outra profundidade ao conviver quotidiano”, explica a mensagem, que convida a apostar “no permanente de um ambiente familiar, tornando-o mais acolhedor, simpático, gentil, com menos palavras, talvez invisível, mas carregado do que verdadeiramente permanece para além de um dia comemorativo”.
“E se as circunstâncias não nos permitem tais passos – conclui o texto dos bispos -, no coração descobriremos ‘aquela voz’ que nos sugerirá o que fazer, porque o amor não tem impossíveis.”









