Dossiês
Dossiês
O mercado e o templo (19): E, com a dor das mulheres, o mercado tornou-se divino
A Contra Reforma foi um tempo determinante também para a cultura económica e social da Itália e da Europa meridional. Nos conventos, as monjas eram reclusas vítimas de penitências extremas, protagonizando um imenso mercado da dor e do sofrimento. Para a Igreja e a sociedade, aquelas vidas, trancadas mas “produtivas”, tinham valor.
O Mercado e o Templo (11): Amor às pessoas do mundo é a “arte de negociar”
Comércio virtuoso e de sucesso é o de quem trabalha por dinheiro e, simultaneamente, por vocação. As duas coisas juntas. A riqueza, como a felicidade, chega procurando (também) outra coisa. É exemplar a criação de relações que tornou grande o toscano Francesco Datini. Pessimismo, cinismo, inveja e desconfiança são os grandes vícios capitais da empresa.
O Mercado e o Templo (10): Perdão e segunda contabilidade do capitalismo meridional
Nas primeiras companhias multinacionais, surgidas nas cidades cristãs do séc. XIV, os pobres eram os representantes de Deus e participavam nos lucros. Saudade de um capitalismo imperfeito, mas ainda capaz de se converter às portas da morte e de abrir contas em nome do Senhor Deus.
O Mercado e o Templo (9): A infinita controvérsia que opõe o honesto e o útil
As informações detidas por quem comercializa são a base de uma decisiva e ambígua capacidade de antecipar o futuro. Serão os mercadores enganadores e desonestos? Este é o nono dos textos da série “O Mercado e o Templo”, escritos por Luigino Bruni, que o 7MARGENS publica todas as quartas-feiras e sábados.
O Mercado e o Templo (8): Quando e porquê os negociantes puderam ocupar o templo
Nos séculos XIV-XV, passou-se, rapidamente, do Bem comum ao bem do Município[1]: a Igreja justificava a ação dos homens novos do mercado, se beneficiava a cidade. Uma história que tem como protagonistas os Médicis e outros ilustres florentinos, Santo Antonino, o bem comum e os Reis Magos.
O Mercado e o Templo (7): Quando o débito público era uma questão de dom
Se queremos compreender como se desenvolveu a ética económica na cristandade medieval e, depois, no capitalismo, temos de procurar mover-nos na sua radical ambivalência, partindo da primeira teologia cristã. As diversas conceções medievais, o debate que delas brotou e a questão que hoje se coloca (não só) à Europa.
O Mercado e o Templo (6): E, entre Judas e Madalena, nasceu a economia europeia
O “ecónomo-traidor” torna-se imagem de quem vende para ganhar, de todo o comércio torpe; e a Maria, que une três diferentes mulheres dos Evangelhos, símbolo do desperdício piedoso para o culto para o bem comum. A desvalorização do trabalho e do mercado, fruto das culturas arcaicas e greco-romana e de erradas “ideias teológicas”.
O Mercado e o Templo (5): E a livre pobreza franciscana deu verdadeiro valor ao dinheiro
A recusa de qualquer riqueza pelos seguidores do Santo de Assis produziu inovações económicas fundamentais e manteve viva uma profecia ainda capaz de futuro. Os frades, não sendo utilizadores do dinheiro, tornaram-se mestres de uma outra economia, porque existem as moedas de Judas e as do Bom Samaritano.
O Mercado e o Templo (4): O tempo é bem comum, mas esquecemo-lo
Começámos a vender e a comprar tempo quando, no discurso religioso, entrou o Purgatório e, com ele, o negócio sobre tempo dos mortos e, portanto, também dos vivos. Vemos bem os efeitos da destruição do tempo na questão ambiental onde se faz destruição de futuro numa economia toda jogada no presente. No humanismo bíblico, há o Shabbat; no entanto, todos os dias são de Deus; depois, veio o “tempo misto”; e hoje…
O Mercado e o Templo (11): Amor às pessoas do mundo é a “arte de negociar”
Comércio virtuoso e de sucesso é o de quem trabalha por dinheiro e, simultaneamente, por vocação. As duas coisas juntas. A riqueza, como a felicidade, chega procurando (também) outra coisa. É exemplar a criação de relações que tornou grande o toscano Francesco Datini. Pessimismo, cinismo, inveja e desconfiança são os grandes vícios capitais da empresa.
O Mercado e o Templo (10): Perdão e segunda contabilidade do capitalismo meridional
Nas primeiras companhias multinacionais, surgidas nas cidades cristãs do séc. XIV, os pobres eram os representantes de Deus e participavam nos lucros. Saudade de um capitalismo imperfeito, mas ainda capaz de se converter às portas da morte e de abrir contas em nome do Senhor Deus.
O Mercado e o Templo (9): A infinita controvérsia que opõe o honesto e o útil
As informações detidas por quem comercializa são a base de uma decisiva e ambígua capacidade de antecipar o futuro. Serão os mercadores enganadores e desonestos? Este é o nono dos textos da série “O Mercado e o Templo”, escritos por Luigino Bruni, que o 7MARGENS publica todas as quartas-feiras e sábados.
O Mercado e o Templo (8): Quando e porquê os negociantes puderam ocupar o templo
Nos séculos XIV-XV, passou-se, rapidamente, do Bem comum ao bem do Município[1]: a Igreja justificava a ação dos homens novos do mercado, se beneficiava a cidade. Uma história que tem como protagonistas os Médicis e outros ilustres florentinos, Santo Antonino, o bem comum e os Reis Magos.
O Mercado e o Templo (7): Quando o débito público era uma questão de dom
Se queremos compreender como se desenvolveu a ética económica na cristandade medieval e, depois, no capitalismo, temos de procurar mover-nos na sua radical ambivalência, partindo da primeira teologia cristã. As diversas conceções medievais, o debate que delas brotou e a questão que hoje se coloca (não só) à Europa.
O Mercado e o Templo (6): E, entre Judas e Madalena, nasceu a economia europeia
O “ecónomo-traidor” torna-se imagem de quem vende para ganhar, de todo o comércio torpe; e a Maria, que une três diferentes mulheres dos Evangelhos, símbolo do desperdício piedoso para o culto para o bem comum. A desvalorização do trabalho e do mercado, fruto das culturas arcaicas e greco-romana e de erradas “ideias teológicas”.
O Mercado e o Templo (5): E a livre pobreza franciscana deu verdadeiro valor ao dinheiro
A recusa de qualquer riqueza pelos seguidores do Santo de Assis produziu inovações económicas fundamentais e manteve viva uma profecia ainda capaz de futuro. Os frades, não sendo utilizadores do dinheiro, tornaram-se mestres de uma outra economia, porque existem as moedas de Judas e as do Bom Samaritano.
O Mercado e o Templo (4): O tempo é bem comum, mas esquecemo-lo
Começámos a vender e a comprar tempo quando, no discurso religioso, entrou o Purgatório e, com ele, o negócio sobre tempo dos mortos e, portanto, também dos vivos. Vemos bem os efeitos da destruição do tempo na questão ambiental onde se faz destruição de futuro numa economia toda jogada no presente. No humanismo bíblico, há o Shabbat; no entanto, todos os dias são de Deus; depois, veio o “tempo misto”; e hoje…
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