Perceber se houve encobrimento

ONU pede investigação no caso Ximenes Belo

| 2 Out 2022

Ximenes Belo, Timor-Leste

Ximenes Belo, antigo bispo de Díli, acusado de abusos sexuais: ONU pede que Vaticano investigue se houve encobrimento. Foto © Direitos reservados

 

A ONU e grupos de defesa de sobreviventes de abuso sexual do clero querem que o Papa Francisco lance uma investigação para determinar quem teria conhecimento de casos de abuso sexual que possam envolver o ex-bispo de Díli, Ximenes Belo. O caso está a ser comparado ao do antigo cardeal McCarrick, embora não esteja a ter a mesma repercussão, até porque, no país, muitos são os que saem em defesa do prelado.

Anne Barrett-Doyle, da plataforma online Bishop Accountability (Responsabilização dos Bispos), citada pela Associated Press (AP), pediu que o Papa Francisco ordene uma “investigação completa e abrangente do caso Belo, incluindo funcionários da igreja passados e presentes, de todos os níveis e dicastérios [departamentos do governo da Igreja Católica que compõem a Cúria Romana] e de todas as regiões relevantes, de Timor Leste a Portugal e de Roma a Moçambique”.

Esta responsável afirmou, segundo o DN, que os superiores salesianos de Ximenes Belo, bem como os funcionários do Vaticano, incluindo o Papa João Paulo II, que morreu em 2005, estariam envolvidos no afastamento do bispo suspeito de abusos sexuais da diocese de Díli, em Timor-Leste, em 2002, e nas transferências subsequentes. “As afirmações do Vaticano de que soube das alegações [de abuso sexual] apenas nos últimos anos não passa no teste. É totalmente implausível”, disse Barrett-Doyle, numa mensagem de correio eletrónico, citada pela AP.

Também o porta-voz das Nações Unidas (ONU), Stephane Dujarric, apoiou uma investigação completa. “As alegações são realmente chocantes e precisam de ser totalmente investigadas”, disse Dujaric à AP.

Na semana passada, o departamento do Vaticano que trata de casos de abuso sexual disse que tinha sancionado secretamente Ximenes Belo, em 2020, proibindo-o de ter contacto com menores ou com Timor-Leste, com base em alegações de má conduta que chegaram a Roma em 2019, mas sem indicação sobre se foi essa a data das primeiras acusações, ou se já existiriam denúncias no Vaticano antes dessa data.

 

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Sol sem Fronteiras vai às escolas para ensinar literacia financeira

Estão de regresso as sessões de literacia financeira para crianças e jovens, promovidas pela Sol sem Fronteiras, ONGD ligada aos Missionários Espiritanos, em parceria com o Oney Bank. Destinadas a turmas a partir do 3º ano até ao secundário, as sessões podem ser presencias (em escolas na região da grande Lisboa e Vale do Tejo) e em modo online no resto do país.

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Ao basear-se em inquéritos junto das famílias, as estatísticas oficiais em Portugal não captam as situações daqueles que não vivem em residências habituais, como as pessoas em situação de sem-abrigo, por exemplo. E é por isso que “subestimam a magnitude da pobreza e exclusão em Portugal”, denuncia a Cáritas Portuguesa na introdução ao seu mais recente estudo, que será apresentado na próxima terça-feira, 27 de fevereiro, na Universidade Católica Portuguesa do Porto.

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Empenhado em ser “um lugar onde a Cultura e a Espiritualidade dialogam com a cidade”, o Seminário de Coimbra acolhe, na próxima segunda-feira, 26, a atividade “Humanizar através do teatro – A Importância da Compaixão” (que inclui a representação de uma peça, mas vai muito além disso). Na terça-feira, dia 27, as portas do Seminário voltam a abrir-se para receber o biólogo e premiado fotógrafo de natureza Manuel Malva, que dará uma palestra sobre “Salvar a natureza”. 

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Numa sexta-feira, seis dias antes da Páscoa, no regresso de Jericó para Jerusalém, Jesus faz uma pausa em Betânia, uma pequena aldeia a três quilómetros de Jerusalém que visitava regularmente, sendo amigo da família de Lázaro, Marta e Maria. É que no sábado a lei judaica não permitia viajar. Entretanto, um tal Simão denominado “o leproso” (talvez um dos que Jesus tinha curado) convida-o para um jantar no sábado à noite na sua casa, também em Betânia. [Texto de José Brissos-Lino]

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Carta nos dois anos da guerra na Ucrânia

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No momento em que passam dois anos sobre a invasão russa e o início da guerra na Ucrânia, quatro académicos do Centro de Estudos Cristãos Ortodoxos da Universidade de Fordham, nos Estados Unidos da América, dirigiram esta semana uma contundente carta aberta aos líderes das igrejas cristãs mundiais, sobre o papel que as confissões religiosas têm tido no conflito.

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