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irmã Maria do Monte, religiosa das Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, foto DR

Irmã Maria do Monte

Papa abre caminho para beatificação de religiosa madeirense

| 24/03/2023

irmã Maria do Monte, religiosa das Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, foto DR

Nascida em 1897, na freguesia de Santo António (Funchal), a irmã Maria do Monte dedicou a sua vida aos doentes. Foto: Direitos reservados.

 

O Papa Francisco aprovou a publicação do decreto que reconhece as “virtudes heroicas” da irmã Maria do Monte, religiosa das Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, nascida em 1897 no Funchal, abrindo assim caminho para a sua beatificação, anunciou esta quinta-feira, 23 de março, o Vaticano.

A irmã Maria do Monte é agora considerada “venerável”, o que corresponde à penúltima etapa do processo que leva à declaração da santidade. Para a próxima fase, a da beatificação, é necessária a aprovação de um milagre atribuído à sua intercessão.

A diocese do Funchal reagiu com alegria ao anúncio deste “passo importante”. Em comunicado publicado no seu site, destacou que esta é “a primeira venerável nascida na ilha da Madeira”.

O bispo Nuno Brás, que no dia anterior tinha sido eleito vice-presidente da Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (Comece), assinalou a particular importância deste reconhecimento num ano que é especial para o país. “No ano da Jornada Mundial da Juventude o Papa dá aos jovens hoje um exemplo de santidade português. O que o Papa nos está a dizer é que é possível ser santo, reconhecendo as virtudes heroicas da irmã Maria do Monte”, afirmou em declarações à agência Ecclesia,

Nascida em 1897, na freguesia de Santo António (Funchal), a nova “venerável” foi batizada com o nome de Elisa de Jesus Pereira. Em 1927, entrou na Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus, onde assumiu o nome de Maria do Monte, e dedicou a sua vida aos doentes, na Casa de Saúde Câmara Pestana e no Centro de Reabilitação Psicopedagógica da Sagrada Família. Faleceu a 18 de dezembro de 1963.

A causa de canonização foi aberta a 4 de março de 2007, no Funchal, e contou com o testemunho de cerca de 40 pessoas, tendo sido encerrada a 18 de dezembro de 2008.

Agora, “para ser declarada beata precisamos de um milagre, e para isso há que divulgar a sua causa de canonização para que o milagre possa acontecer e seja declarada oficialmente beata”, apelou o bispo do Funchal.

 

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