É uma pedra de toque das intervenções do Papa, desde a sua eleição em maio. Leão XIV recordou este domingo, no Vaticano, o sofrimento das vítimas da guerra, apelando ao diálogo para travar os conflitos.
“A paz é um desejo de todos os povos e é o grito doloroso daqueles que são dilacerados pela guerra. Pedimos ao Senhor que toque os corações e inspire as mentes dos governantes, para que substituam a violência das armas pela busca do diálogo”, disse, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação do ângelus.
Perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, no Vaticano, Leão XIV saudou os peregrinos de língua inglesa, manifestando as suas “sinceras condolências a todas as famílias que perderam entes queridos, em particular as suas filhas que estavam num acampamento de verão na catástrofe causada pela inundação do rio Guadalupe, no Texas, nos Estados Unidos”. “Rezamos por elas”, disse.
Pelo menos 67 pessoas, vinte e uma das quais crianças, morreram na sequência das inundações no centro-sul do Texas, que deixaram ainda “inúmeros desaparecidos”, segundo as autoridades, e elevados danos materiais.
Muitos jovens participavam em acampamentos (incluindo um “acampamento cristão”, só de meninas do ensino básico), ao longo do rio, aproveitando o feriado da independência norte-americana, a 4 de julho.
A tempestade de sexta-feira fez com que as águas do rio subissem oito metros em 45 minutos. Choveu tanto nesse tempo como em habitualmente em quatro meses.










